Este livro é uma aterradora caça ao homem, um serial killer que os polícias não conseguem deter, um psicopata que parece ter saído de um pesadelo tornado realidade. Ele pertence ao tipo de assassinos que, por instinto, mais tememos: sem limites, sem consciência e sem qualquer medo de ser apanhado. A sua última vítima é a filha de um poderoso senador dos Estados Unidos. Com os meios de comunicação social a clamar por justiça e um pai enlutado à procura de vingança, Bishop e a sua Unidade de Crimes Especiais do FBI encontram-se numa situação ímpar. Desta vez, nem mesmo os médiuns criminologistas chegam para deter o mal. A ajuda vem de uma inexperiente organização civil de crime. Agindo fora de qualquer supervisão governamental e sem autorização oficial, é constituída por um conjunto de elementos tão talentosos quanto excêntricos. Dani Justice sabe tudo o que há a saber acerca de monstros. Assombram os seus pesadelos… e a sua vida. Mas nunca pensara ver-se envolvida na procura encarniçada do rasto de um predador de carne e osso tão astuto que escapara aos melhores que a Justiça conseguira mandar no seu encalço; tão mortífero que não hesita em assassinar até mesmo a filha de um senador. Ou um polícia. Dani sabe algo que nem mesmo Bishop sabe. Dani prevê como termina a caçada. Termina com fogo. Com sangue. E com morte. O que ela não sabe é quem sobreviverá.
Encontro com o Medo -
Kay Hooper
Uma ideia interessante; a junção de vários tipos de terror e um final fraco. O livro promete tudo: desde a capa, à sinopse, ao próprio título. A escrita flui naturalmente e a narrativa é bem estruturada. Um serial killer extremamente cruel assassina mulheres e leva Dan - detentora de um poder que consiste em ter premonições durante os sonhos - a regressar à terra natal. Ao lado do FBI, um grupo de criminologistas médiuns tenta capturar o criminoso que, à medida que a ação se desenrola, parece ter poderes sobrenaturais. A autora consegue prender a atenção do leitor, com a dose certa de mistério e revelando, aos poucos, mais um detalhe ou outro. O problema é que, quando damos por nós, faltam apenas umas cinco folhas para acabar o livro e resolução do caso que se nos vai surgindo é, infelizmente, muito má. Tive a sensação de que foi tudo escrito à pressa e, pior, arruinou-se o final só para haver uma continuidade. Pergunto-me porquê os autores prejudicam as suas obras, que podiam ter finais orgásmicos, tornando-os mornos e aborrecidos apenas para que haja oportunidade de passar para um próximo livro. Fiquei tão desiludida... Outra coisa que me incomodou foi o facto de Dan ser uma personagem tão sem graça. A irmã gémea, Paris, tinha muito mais personalidade. Isso leva-me a outro ponto: ultimamente só leio livros em que a personagem principal é pobre de espírito, muito insegura, cheia de incertezas, com auto-estimas em baixo. Pessoalmente, acho que esse tipo de mulher só funciona em romances de amor e corações e florzinhas e suspiros. Thrillers, livros de fantasia, terror e noir merecem personagens fortes, não necessariamente boazinhas (eu adoro certas faltas de caráter: tornam qualquer personagem mais credível e atraente), com personalidades bem vincadas. Neste livro isso não acontece e as personagens que assim são têm pouco ou menos destaque. As cenas que mais gostei foram as que relatavam o assassino, as suas ações, a sua demência. A autora conseguiu caraterizá-lo bem, levando-me a desprezá-lo. Outra inovação foi a introdução dos vampiros energéticos, conceito ainda pouco conhecido na literatura mas que merece, com certeza, um destaque enorme. Embora não tenha sido um conceito exaustivamente trabalhado (a autora poupou nas explicações, dando apenas certas noções essenciais) foi refrescante ler algo diferente. Se o final tivesse sido diferente, eu teria adorado.
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