Roberto Bolaño ha reunido en este libro cinco cuentos y dos conferencias. En Jim relata el encuentro con el americano más triste del mundo; con El gaucho insufrible seguimos a Pereda, un ejemplar abogado argentino que se reconvirtió en gaucho de las pampas; en El policía de las ratas, Pepe el Tira, detective, nos informa sobre la política siniestra de las alcantarillas; El viaje de Álvaro Rousselot nos desvela el inusual hado de un escritor argentino de los años cincuenta, inesperadamente filmado –o plagiado– por un cineasta francés. Dos cuentos católicos da cuenta del azaroso encuentro entre un adolescente y un asesino en serie, poseídos ambos por la religión. De las dos conferencias, Literatura + enfermedad = enfermedad nos sobrecoge con su humor y su inteligencia, y en Los mitos de Cthulhu ruedan unas cuantas cabezas de la escena literaria actual.
El gaucho insufrible -
Roberto Bolaño
Leitura para a vida
Este é o primeiro livro que leio do escritor, chileno, Roberto Bolaño. "O gaucho insofrível", que está sendo lançado pela @companhiadasletras , agora, no Brasil, foi publicado, na Espanha, ainda no ano do falecimento do autor, em 2003. É maluco pensar que este é o livro derradeiro do autor. Bolaño havia deixado o manuscrito da obra com a editora na véspera da sua última internação. O cara partiu com apenas 50 anos. E vou começar falando da obra a partir daí. Este livro conta com 7 textos. São duas "conferências", que eu li como ensaios, e mais cinco contos. O texto mais marcante, ao meu ver, é, justamente, "Literatura + doença = doença", que é onde ele vai falar da sua experiência diante da morte. É o escritor, mas, acima de tudo, é o ser humano que se expressa, aqui. E se a escrita e a leitura o definem, suas palavras nos fazem pensar que, diante da morte, ainda assim, seremos apenas nós mesmos, sem tirar nem pôr. "Os livros são finitos, os encontros sexuais são finitos, mas o desejo de ler e de foder é infinito, ultrapassa nossa própria morte, nossos medos, nossas esperanças de paz". Esta sincera reflexão, despida de qualquer pudor ao dizer o que pensava e sentia, emerge de uma análise sobre a relação entre a poesia francesa e a doença. Não tenho espaço, aqui, para falar de todos os contos, nem da segunda conferência, onde ele analisa o cenário contemporâneo (início do século XXI) da literatura espanhola, mas vou falar mais do livro no YouTube. Só queria deixar registrado que o conto que dá nome ao livro é daqueles que já valem a obra, embora, particularmente tenha gostado muito de O policial dos ratos e Dois contos católicos. O gaucho insofrível nos revela o despertar de um advogado para o cenário político da Argentina, nos anos 2000. Ele escolhe se isolar no campo, na tentativa de reencontrar as tradições do pampa, com a pilcha e o estereótipo do gaúcho viril, mas o que encontra, novamente, é a crise; a perda das tradições e da identidade, a ausência do gado e a esfola de gatos selvagens como saída para a sobrevivência, miserável, que a vida reservava aos que lá viviam. Indico fortemente! #robertobolaño #ogauchoinsofrível
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