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    Bom Crioulo -

    Adolfo Caminha

    ABC Editora
    2001
    116 páginas
    3h 52m
    ISBN-13: 9788572325332
    Português Brasileiro
    3.9
    32 avaliações
    Leram73Lendo2Querem11Relendo1Abandonos0Resenhas2
    Favoritos2Desejados11Avaliaram32

    Bom-Crioulo, a vida na Marinha Imperial Em 1895, a Tipografia Aldina imprimiu, para o mesmo editor d'A Normalista, o segundo romance de Adolfo Caminha, Bom-Crioulo', considerado a obra-prima do ficcionista cearense, mas sem dúvida o livro de sua autoria que mais haveria de sofrer restrições e ataques, e não somente ao tempo de sua publicação E uma sombria história de marinheiros: Amaro, um escravo fugido, havia sido alistado na Marinha e, quando já marujo experiente, no posto de jeira de proa, conheceu, na corveta em que servia, um grumete alvo e delicado, pelo qual sentiu logo uma irresistível atração. Logo no primeiro capítulo do romance vemos três marinheiros serem submetidos ao castigo da chibata, sendo um deles, Amaro, o Bom-Crioulo, como o chamavam no navio. Musculoso e ágil, vez por outra o negro armava-se de navalha e, bêbado, promovia memoráveis arruaças para os lados do cais Pharoux. "O motivo, porém, de sua prisão agora, em alto-mar, a bordo da. corveta, era outro, muito outro: Bom-Crioulo esmurrara desapiedadamente um segunda classe, porque este ousara, 'sem o seu consentimento', maltratar o grumete Aleixo, um belo marinheiro de olhos azuis, muito querido por todos e de quem diziam-se 'cousas." Amaro nas poucas vezes em que havia estado com mulheres "dera péssima cópia de si como homem" e, ao se aproximar do grumete, sentia, como diz o narrador, "uma sede tantálicas de gozos proibidos".

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    Jefferson Costa picture
    Jefferson Costa30/10/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um dos maiores representantes do movimento naturalista, Bom Crioulo conta a estória de Amaro, escravo fugido que entra para a marinha e se descobre apaixonado por Aleixo, adolescente recém chegado de Santa Catarina. A estória gira em torno da homossexualidade de Amaro e de Aleixo (ainda se descobrindo). O livro nos leva a refletir sobre o poder de nossas escolhas e aprisionamentos.

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    3.9 / 32
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    Adolfo Ferreira dos Santos Caminha profile picture

    Adolfo Ferreira dos Santos Caminha

    Adolfo Caminha (um dos principais autores do Naturalismo no Brasil) nasce em Aracati (Ceará) no ano de 1867. Enfrenta na infância a orfandade, a doença e a seca de 1877. Inicia seus estudos na Escola Naval do Rio de Janeiro, de onde parte para os Estado Unidos, em 1886, como guarda-marinha. Retorna ao Ceará, onde passa a ser um dos nomes mais expressivos da chamada Padaria Espiritual, uma espécie de "grêmio naturalista". Envolve-se no rapto da esposa de um alferes, que viria a tornar-se sua companheira, e com quem terá duas filhas. Em decorrência desse episódio, é forçado a abandonar a Marinha. Segue para a então capital do país, Rio de Janeiro, onde vem a morrer de tuberculose, precocemente , em 1897.

    24 Livros
    44 Seguidores
    Ceará, Brasil

    Adolfo Ferreira dos Santos Caminha