Por Thiago Sarkis Em 1993 surgia em Espoo, cidade localizada na região metropolitana de Helsinque na Finlândia, o Inearthed, grupo capitaneado pelo guitarrista e vocalista Alexi Laiho, então com apenas quatorze anos de idade. Com este nome, eles gravaram três fitas Demos, Implosion Of Heaven (1994), Ubiguitous Absence Of Remission (1995) e Shining (1996), além de um álbum completo autofinanciado que lhes rendeu contrato profissional com um selo da Bélgica. A cena nórdica, contudo, comentava o aparecimento de um novo fenômeno, e a música dos garotos chegou até a conceituada Spinefarm Records, a qual, impressionada com o talento do quinteto, tratou de garanti-los em seu elenco, e afastá-los da gravadora belga que os revelara. A solução? Dizer que o Inearthed havia se separado, e renomear o conjunto. Assim nasceu oficialmente o Children Of Bodom que em 1997 lançava o seu 'debut', Something Wild. Após aquilo, em menos de três anos, eles sairiam do anonimato e se tornariam um dos destaques do Heavy Metal de seu país, posteriormente reconhecidos em toda a Europa e na América do Sul, conquistando também o Japão, onde gravaram o cultuado Tokyo Warhearts (1999). De lá pra cá, a banda seguiu seu caminho em uma ascendência vertiginosa, e através de discos como Hate Crew Deathroll (2003) e Are You Dead Yet? (2005), atingiu em cheio o mercado mais badalado do planeta, o dos Estados Unidos. Por incrível que pareça ainda em amplo crescimento no que concerne à sua popularidade, os finlandeses lançam agora o CD/DVD ao vivo Chaos Ridden Years Stockholm Knockout Live, sobre o qual nos falou detalhadamente e com exclusividade o líder Alexi 'Wildchild' Laiho. Após três bem-sucedidos trabalhos de estúdio, respectivamente The Phantom Agony (2003), Consign To Oblivion (2005) e The Score (2006), além do DVD We Will Take You With Us (2004) e de vários singles, o Epica parece ter chegado ao topo de sua proposta inicial. Com o nome firmado na cena, o grupo coloca no mercado The Road To Paradiso (2006), livro que conta a história da banda através de entrevistas, depoimentos de fãs, inúmeras fotos e um CD bônus com raridades e material inédito. O sucesso, especialmente na Europa, e Américas do Sul e Central, não evitou que o sexteto holandês enfrentasse problemas, polêmicas e mudanças em sua formação. Recentemente estas questões vieram tona com a saída de Jeroen Simons (bateria), e os rumores sobre a entrada da vocalista Simone Simons no Nightwish. Um ano após a primeira turnê no Brasil, ela, e o mentor do conjunto, Mark Jansen (ex-After Forever), falaram em primeira-mão à Roadie Crew sobre The Road To Paradiso, os shows em nosso país, a participação temporária do baterista Ariën van Weesenbeek (God Dethroned), e também o próximo álbum. Tudo isso cercado sempre por negações peremptórias dos boatos de que Simone seria a substituta de Tarja Turunen.
