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    Bailado lunar e São Benedito da Praia -

    Bruno de Menezes

    Diário do Pará
    2011
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.7
    7 avaliações
    Leram5Lendo2Querem4Relendo0Abandonos1Resenhas0
    Favoritos1Desejados4Avaliaram7

    Bruno Bento de Menezes Costa (1893-1963) foi vários num só. Filho do pedreiro cearense Dionísio Cavalcante de Menezes e Maria Balbina da Conceição Menezes - a "mãe Balbina, cozinheira de dez dedos" - o poeta viveu a infância no Jurunas, pobre de dinheiros, mas rico em vivências que se refletiram ainda na maturidade de sua obra. Aprendiz de gráfico, admirável autodidata (foi leitor voraz toda vida), militante do anarquismo sindicalista na juventude, jornalista, modernista de primeira hora no Pará (criou a revista Belém Nova, responsável pela divulgação do modernismo na Amazônia), festeiro, boêmio, das biroscas do Ver-o-Peso íntimo, folclorista que abriu caminhos, romancista, é impossível comprimir o gênio criativo de Bruno de Menezes num só parágrafo. Mas pode-se tentar, como dizer que foi poeta magnífico (autor de Batuque, um hino irresistível da negritude). Que foi esposo dedicado e pai amoroso (e seus filhos continuam transmitindo esse exemplo). Que foi um personagem verdadeiramente imortal, cultor de uma didática da convivência. E foi, além de tudo, um ser que amava tudo o que era Belém. Os livros aqui reunidos, Bailado Lunar, de 1924, e São Benedito da Praia: Folclore do Ver-o-Peso, de 1959, permitem acompanhar Bruno de Menezes em dois momentos reveladores da sua vida literária, ao mesmo tempo em que dão mostra da abrangência de sua criação, da poesia aos estudos populares.

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    Avaliações

    3.7 / 7
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    Bento Bruno de Menezes Costa profile picture

    Bento Bruno de Menezes Costa

    Bento Bruno de Menezes Costa (Belém PA, 1893 - Manaus AM, 1963) publicou em 1920 seu primeiro livro de poesia, Crucifixo, em Belém PA. Na época, já era membro da Academia dos Poetas Paraenses. Em 1923 fundou a revista literária Belém Nova, responsável pela divulgação da poesia modernista após a década de 20. Publicou, no ano seguinte, Bailado Lunar; seguiram-se Poesia (1931), Batuque (1939), Lua Sonâmbula (1953), Poema para Fortaleza (1957) e Onze Sonetos (1960). Nos anos seguintes escreveu peças teatrais juninas para o grupo Pirapema e, em 1950, publicou a novela Maria. Em 1954 tornou-se membro do Instituto Histórico e Geográfico do Pará e da Comissão Paraense de Folclore e lançou o romance Candunga, com o qual ganhou o Prêmio Estado do Pará. Foi presidente da Academia Paraense de Letras entre 1956 e 1957. Publicou diversos livros sobre folclore, em 1958 e 1959, entre os quais Boi Bumbá e Auto Popular. Bruno de Menezes pertence à segunda geração do modernismo brasileiro. Segundo o crítico Dante Costa, ele realizou em sua obra uma transposição “das vivências do negro no Brasil, do fato folclórico, da realidade que não interessa apenas ao crítico literário, mas também e principalmente ao sociólogo, ao estudioso dos hábitos e costumes, ao etnógrafo do negro brasileiro.

    3 Livros
    2 Seguidores
    Pará, Brasil

    Bento Bruno de Menezes Costa