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    A Sociedade Aberta e Seus Inimigos - Tomo II

    Karl Popper

    ITATIAIA
    1987
    416 páginas
    13h 52m
    Português Brasileiro
    4.2
    9 avaliações
    Leram22Lendo2Querem162Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos2Desejados162Avaliaram9

    A Sociedade Aberta e seus Inimigos, de Karl Popper (1902-1994), foi publicada (1945) num momento em que o caráter totalitário do regime soviético ficara obscurecido em decorrência da aliança da União Soviética com o Ocidente, contra o nazismo. Logo adiante, na medida em que os russos logram impor o seu odioso sistema a sucessivos países no Leste europeu, a pertinência do alerta de Popper iria tornar-se evidente, assegurando o sucesso da obra e a sua sucessiva reedição.

    Resenhas (2)Ver mais
    Filino Carvalho Neto picture
    Filino Carvalho Neto06/05/2016Resenhou um livro
    0

    Continuação da crítica devastadora a "medalhões" da filosofia

    No segundo volume, Popper continua a dirigir verdadeiros petardos contra figurões do pensamento filosófico. No volume I, Platão não foi poupado, mas é de se ressaltar que a despeito da profunda discordância com o pensamento político do mestre grego, Popper ainda nutre alguma admiração por ele. Não é o que ocorre com Hegel, no segundo volume. A crítica é muito mais severa e ácida - e em várias passagens o filósofo austríaco utiliza o mesmo tom depreciativo que já fora utilizado por Schopenhauer (citado diversas vezes nesse contexto) e Kierkegaard. Não apenas a filosofia política de Hegel é severamente fustigada por Popper, também o próprio Hegel não é poupado. Tida como algo indecifrável porque, em verdade, nada tinha a dizer, a reflexão hegeliana não apenas seria algo de ininteligível, mas sobretudo extremamente oportunista (porque caiu como uma luva para a situação política daquela região) e perigosa (uma vez que a partir dela é possível extrair as linhas totalitárias que caracterizariam a reflexão política posterior). Marx, por outro lado, recebe tratamento um pouco diverso, mais leve (ainda que também tenha o seu pensamento político deveras criticado). Popper enxerga nele uma legítima preocupação com as condições dos trabalhadores da sua época, bem como os novos enfoques dados pelo filósofo acerca da influência das condições materiais sobre os vários aspectos de uma sociedade. No entanto, o "messianismo" e a "profecia" característicos da reflexão de Marx, segundo Popper, não se sustentariam e nada teriam de científico, como teimariam os marxistas. Tal como o primeiro volume, o segundo prossegue num estilo extremamente agradável e de fácil apreensão por parte do leitor, ainda que ele não tenha familiaridade com o pensamento dos autores tratados no livro. Também acompanham extensas notas ao fim do texto (que, tal como no primeiro volume, não comprometem o entendimento da obra, caso se decida não lê-las), bem como alguns adendos. Ressalte-se, por fim, que também nesse volume o autor trata de conhecimento científico e de sua célebre teoria da falseabilidade, igualmente de modo bastante didático. Uma obra imperdível!

    1 curtida

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    Karl Popper

    Karl Popper (Viena, 28 de Julho de 1902 — Londres, 17 de Setembro de 1994) foi um filósofo da ciência austríaco naturalizado britânico. É considerado por muitos como o filósofo mais influente do século XX a tematizar a ciência. Foi também um filósofo social e político de estatura considerável, um grande defensor da democracia liberal e um oponente implacável do totalitarismo. Ele é talvez mais bem conhecido pela sua defesa do falsificacionismo como um critério da demarcação entre a ciência e a não-ciência, e pela sua defesa da sociedade aberta.

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    65 Seguidores

    Karl Popper