Presumindo que quem não leu os dois volumes anteriores da trilogia não leria essa resenha, não vou me preocupar com possíveis spoilers, até porque são inevitáveis a essa altura.
Jordana e Rafael Tebaldi continuam sua Busca pelo Espírito do Bem, contando agora com quatro Armas Sagradas. Isso os fortaleceu para seguir adiante e para a Grande Batalha Final as forças parecem estar começando a se equiparar.
As reviravoltas não param de acontecer, na verdade parecem ocorrer com mais frequência do que em qual outro livro da trilogia. Agora o Mestre dos Mestres entrou no jogo pessoalmente o que torna as coisas ainda mais difíceis. Eles precisam mais do que nunca encontrar a Última Arma Sagrada e reunir seu exército para o grande combate, aquele que poderá decidir o rumo não apenas das pessoas e criaturas que vivem na Cidade das Trevas e as almas inocentes lá perdidas, mas também o rumo do nosso mundo, pois a vitória poderá garantir a hegemonia de uma das forças.
Confesso que durante a leitura eu diminuí o ritmo de propósito porque não queria concluir a trilogia, porém é óbvio que não consegui porque ao término de cada capítulo a minha vontade era descobrir o que aconteceria no seguinte. Os capítulos passados na Última Cidade foram alguns dos mais interessantes do livro, pois nos apresenta os eventos que levaram até a destruição desta cidade, a transformação dos Santos em Armas Sagradas e o poder conquistado pela Cidade das Trevas, até mesmo o que garantiu à ela a capacidade de surgir no nosso plano.
Mais uma vez o livro foi muito bem escrito e mesmo com um tom muito mais sombrio, o autor conseguiu misturar humor e tensão (presente o tempo todo). A trilogia "Cidades das Trevas" foi uma das minhas maiores surpresas em questão de Literatura Fantástica Nacional e melhor que algumas das séries fantásticas internacionais que li. Eu recomendo demais a trilogia e convido vocês à entrarem na Cidade... e por mais estranho que seja, você hesitará em deixar ela.