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    Fêmea -

    Antônio Tavernard

    Paka-Tatu
    2011
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788578030971
    Português Brasileiro
    4.2
    9 avaliações
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    Mais de oito décadas, foi relançado pela Editora Paka-Tatu, durante a XV Feira Pan-Amazônica do Livro (2011), o livro "Fêmea", do escritor paraense Antonio Tavernard. O livro traz 21 contos revistos e atualizados para os leitores do século XXI. A nova edição teve participação efetiva do jornalista e também escritor, Alfredo Garcia, mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal do Pará. A segunda edição do "Fêmea" foi gentilmente autorizada pela família Tavernard. A capa original, de autoria do artista plástico e poeta Roberto Reynoso, foi mantida. Na avaliação de Alfredo Garcia, "Fêmea" é uma obra situada entre o parnasiano e o simbolista.

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    Thyago Santos picture
    Thyago Santos22/07/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha do livro “Fêmea” de Antônio Tavernard.

    Sempre que leio um livro de contos busco compreender a temática central que reúne aquelas todas histórias em um único ponto norteador. Como já percebido, o título do livro se chama “Fêmea” e nos dá a dica que a temática pode ser mulheres. Porém, apesar do feminino estar presente em todos os contos (mesmo naqueles em que não contenham mulheres, como em “o milagre do rio” em que o feminino é representado pela floresta amazônica), as personagens femininas não são protagonistas, fazem na maioria dos contos, apenas papel secundário, porém possuem força para mover a história toda, e a vida dos personagens masculinos. Então, podemos falar de “Presença Feminina”: Neste livro o autor parece querer revelar em cada conto uma faceta do feminino, criando assim personagens de todos os tipos. Assim como na mitologia cristã a primeira mulher teve domínio sobre o seu homem a partir do seu conhecimento recém adquirido, feminilidade, sedução, enganando-o. Assim as personagens femininas deste livro (mesmo as metafóricas), agem sobre os personagens masculinos. Elas são superiores a eles tanto no bom e mau sentido. A mulher neste livro é Fêmea, é um evento que não se pode evitar, é inatingível, é corajosa, é bondosa, é traiçoeira, é nobre, é um rio que te salva, ou uma floresta cruel, é um ser divino e diabólico capaz de trazer vida e também a morte. (Leia a resenha completa no blog abaixo)

    7 curtidas

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    4.2 / 9
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    Antônio de Nazareth Frazão Tavernard profile picture

    Antônio de Nazareth Frazão Tavernard

    Antônio de Nazareth Frazão Tavernard, poeta, contista, cronista e romancista paraense (Vila São João de Pinheiro, atual Icoaraci 1908 – Belém 1936) caracterizou sua obra pelo sofrimento que a doença o causou parte de sua vida. Tanto a morte quanto os sentimentos melancólicos refletiam radicalmente em seus versos. Sua notoriedade foi conquistada graças a publicação de seus trabalhos em jornais de seu tempo. A poesia de Tavernard passeia por vários movimentos literários – do barroco ao modernismo, passando pelo romantismo e pelo simbolismo. Enfim, um poeta diverso que fez da Amazônia o seu escritório particular. Certa vez escreveu: “Amazônia proteiforme, medonha é um estúdio de assombro singular; nela sente-se, à noite, Deus a trabalhar”. Tavernard tem, ao todo, três livros, dois deles publicados após a sua morte. A narrativa de Antônio Tavernard foi comparada à do poeta, contista, romancista, dramaturgo e ensaísta fluminense Machado de Assis (Rio de Janeiro 1839 - Idem 1908), ao que respondeu com toda a sua modéstia: “com uma diferença: menos talento e mais sofrimento”. Foi um dos redatores da revista “A Semana” que circulou em Belém na década de 1930. Faleceu vítima da hanseníase, incurável nos tempos do poeta.

    2 Livros
    4 Seguidores
    Pará, Brasil

    Antônio de Nazareth Frazão Tavernard