Um tribunal é instalado para que uma corte composta por brancos julgue os crimes supostamente atribuídos a um grupo de negros. Entre depoimentos cômicos e estranhas reconstituições, fica perceptível que uma farsa foi montada para chamar a atenção para questões raciais. A peça é representativa do denominado Teatro do Absurdo, escrita na década de 1950, apresentando aspectos do metateatro, o diálogo com elementos rituais e religiosos, o protagonismo de personagens marginalizados pela sociedade e o fato de abordarem uma espécie de banalização do mal, que traz a problematização de como naturalizamos a morte de pessoas negras.

