After his mother, the beloved Rebel Queen, is betrayed and murdered by her own faithless lords, young Maric becomes the leader of a rebel army attempting to free his nation from the control of a foreign tyrant. His countrymen live in fear; his commanders consider him untested; and his only allies are Loghain, a brash young outlaw who saved his life, and Rowan, the beautiful warrior maiden promised to him since birth. Surrounded by spies and traitors, Maric must find a way to not only survive but achieve his ultimate destiny: Ferelden's freedom and the return of his line to the stolen throne.
Dragon Age: The Stolen Throne - Dragon Age, #1
David Gaider
Aos que não sabem, eu adoro Dragon Age. Tipo, muito. Então quando eu soube que havia livros que se passavam no mundo dos jogos consegui ignorar o receio que tenho com obras desse tipo (o livro de Assassin's Creed meio que me traumatizou) e tentar o primeiro volume, The Stolen Throne. Não posso dizer que me arrependi de ter tentado, mas bem, minha cisma com livros baseados em jogos continua (infelizmente) firme e forte. The Stolen Throne é um prequel de Dragon Age: Origins e conta a história de Maric, filho da Rainha Rebelde, sua possível futura rainha, Rowan, e Loghain, o vilão do primeiro jogo. É no geral bem cliché; afinal, quantas vezes já não ouvimos a história do príncipe legítimo de tal reino tentando reconquistar o trono que pertenceu aos seus pais ou avós de um tirano? Nada aqui é novo. O que faria de The Stolen Throne um bom livro é justamente o universo do jogo e os personagens. Problema sendo: nenhum desses dois aspectos é bem explorado. A escrita tem um tanto de culpa nisso. Muito tell, pouco show, etc, etc, etc. A maior parte dos personagens sofre terrivelmente graças à (falta de) qualidade da escrita e quase nenhum consegue ter uma caracterização digna. Pra mim os únicos que chegaram a ser pelo menos satisfatórios foram Loghain e o mago do rei usurpador, Severan, e os trechos com POV dos dois foram de longe os melhores do livro inteiro. E com personagens mal desenvolvidos vem, é claro, relacionamentos mal desenvolvidos. A amizade de Loghain e Maric, por exemplo, é muito mais contada do que mostrada, e em momento algum vemos os dois passarem de estranhos-forçados-a-viajar-juntos a amigos-lendários-de-Thedas. O mesmo pode ser tido de Maric e Katriel (o romance blergh 1) ou Loghain e Rowan (o romance blergh 2) ou literalmente qualquer outro relacionamento do livro. Aliás, todo mimimi de Loghain-Rowan-Maric-Katriel me fez revirar os olhos vezes demais para se contar. O mundo foi bem menos explorado do que eu gostaria e acho que a culpa disso é o fato de que só fãs do jogo é que (provavelmente) lerão The Stolen Throne, então o autor não gasta muito tempo explicando nada já que todo mundo já sabe por causa do jogo. Por um lado, isso é sim bom porque tira uma boa parte de uma exposição que poderia ficar maçante, mas por outro... Bem, o mundo acabou ficando bem sem sal e sem personalidade. Acho que a escrita também não ajudou muito aqui. O ritmo não é lá grande coisa graças aos pulos no tempo, que são, aliás, usados para justificar o desenvolvimento dos relacionamentos mencionados ali em cima (o que não cola comigo, sinto muito). A segunda parte é bem melhor do que a primeira nesse sentido e mais, hm, legal, de se ler também. Mas, apesar dos pesares, The Stolen Throne é uma leitura relativamente rápida e possui uns momentos bem interessantes que fazem você continuar lendo quase sem perceber. Fica com 2.5 ou 3.0 estrelas, mas já que é Dragon Age, arredondemos para cima. 3.0 estrelas para The Stolen Throne.
Estatísticas
Avaliações
4 / 32- 5 estrelas38%
- 4 estrelas28%
- 3 estrelas34%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%





