Alternado entre o passado e o presente, entre o calor do México e a sobriedade de Inglaterra, Alison Lucy tem neste livro uma bela história familiar, daquelas que me deu um grande gosto em acompanhar.
Começamos em 1989, em Cancún. Para além de nos fazer apaixonar por esta cidade, com as belas descrições presentes no livro, ficamos a conhecer o casal Danny e Harriet. O que parecia ser uma viagem de sonho, rapidamente se transforma em pesadelo e a separação é inevitável. Harriet refugia-se num novo amor em Inglaterra e Danny, desolado pelos erros que cometeu, procura uma nova vida com aquilo que lhe sobrou: uma casa na ilha Des Amparados. Carente de afectos, encontra em Catalina e em Lucy dois escapes ao seu mundo em ruínas. Mal ele saberia que 9 meses depois três meninas iriam nascer: Megan, Claudia e Esmeralda.
As três mulheres que daqui para a frente teriam como único destino voltar à ilha onde o seu pai foi visto pela última vez, não poderiam ser mais diferentes. Ao longo da leitura são-nos apresentadas as duas vidas, os seus problemas, as suas angústias por nunca terem tido uma figura paternal nas suas vidas. Confesso que o meu favoritismo pelas irmãs foi mudando à medida que a leitura ia avançando. Ao princípio odiei a Megan, a típica adolescente revoltada. Não gostei da forma como ela tratou a mãe, mas mais para o final já adorava, especialmente quando se envolveu com a família da Esmeralda, a minha irmã favorita. Adorei a sua garra e a sua força de vontade! Quanto à Claudia, não desgostei dela e adorei o romance com o Sawyer.
Sem dúvida que o que mais gostei foi o entrelaçar das 3 narrativas numa só. Acho que a autora conseguiu um enredo muito bom e complexo na medida em que nem uma única vez me senti baralhada com as histórias e os passados das três irmãs, sabia sempre quem era quem. Gostei da maneira de como o trio acabou por viajar até ao México, mesmo com objectivos diferentes!
É um livro cheio de surpresas que me agradou mesmo muito e só não leva 5 estrelas porque em comparação com outros não é perfeito! Mas é uma leitura recomendada, sem dúvida!