A Casa Vazia -

    Margaret Lane

    Edições Bloch
    1968
    298 páginas
    9h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Num ritmo tranquilo, de quem não conta propriamente uma história, e de conteúdo obscuro, quase sinistro, preferindo fazer "manchas" impressionistas, conduzindo o fio da narrativa com segurança, sem a menor precipitação ou fogos de artifício estilísticos, Margaret Lane apresenta, de fato, um romance dos mais movimentados. Apenas, esse "movimento" é, se assim se pode dizer, interior. Deslocados para o Norte da África, um grupo de ingleses e um cidadão americano vivem uma intensa aventura, cujas sementes estão mais neles que na atmosfera. A atosfera contribui, porém, de maneira decisiva, para a densidade do drama. Todos os ingredientes imprescindíveis a uma ficção de categoria acham-se aqui presentes, valorizados pelo manejo de um conhecedor autêntico. As personagens são, na realidade, criaturas de carne e osso, e entre elas sobressai a adolescente Tavy; que traz em si um mistério indecifrável. O desconhecimento do ambiente, por parte de sua família, cria uma perplexidade que atinge, não raro, um cume de insuportáveis angústias e sofrimentos.

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    Fabio Barreiro D'Oliveira Lara22/07/2012Resenhou um livro
    3 (Bom)

    IMPRESSÕES DE UM LEITOR COMUM...

    A maioria das pessoas leva uma vida comum, sem grandes emoções ou feitos. E é essa a impressão que passa para os outros. Porém, dentro de suas cabeças, uma tempestade de pensamentos e sentimentos acontece incessantemente. É isto que acontece neste livro. A história, no plano exterior, é calma e pausada. Mergulhamos no cotidiano de quase todos os personagens e acompanhamos tudo num ritmo vagaroso. Entretanto, quando se trata do plano interior, da cabeça de cada um, a natureza do enredo de transforma. Entramos, de certa forma, num campo minado, explorando os medos mais profundos dos indivíduos, passíveis de explosão a qualquer movimento em falso. A construção dos personagens é impecável. Eles são reais demais, em praticamente todos os aspectos possíveis. Encontramos três emoções dentro de apenas uma descrita pela escritora. De certo modo, a história não impressiona, os conflitos são banais demais, e até as descrições do ambiente se tornam repetitivas e chatas. Entretanto, vale a pena ler este livro. É raro encontrarmos uma narrativa bem intrusiva que não nós ofenda.

    1 curtida

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