Num ritmo tranquilo, de quem não conta propriamente uma história, e de conteúdo obscuro, quase sinistro, preferindo fazer "manchas" impressionistas, conduzindo o fio da narrativa com segurança, sem a menor precipitação ou fogos de artifício estilísticos, Margaret Lane apresenta, de fato, um romance dos mais movimentados. Apenas, esse "movimento" é, se assim se pode dizer, interior. Deslocados para o Norte da África, um grupo de ingleses e um cidadão americano vivem uma intensa aventura, cujas sementes estão mais neles que na atmosfera. A atosfera contribui, porém, de maneira decisiva, para a densidade do drama. Todos os ingredientes imprescindíveis a uma ficção de categoria acham-se aqui presentes, valorizados pelo manejo de um conhecedor autêntico. As personagens são, na realidade, criaturas de carne e osso, e entre elas sobressai a adolescente Tavy; que traz em si um mistério indecifrável. O desconhecimento do ambiente, por parte de sua família, cria uma perplexidade que atinge, não raro, um cume de insuportáveis angústias e sofrimentos.
A Casa Vazia -
Margaret Lane
Edições Bloch
1968
298 páginas
9h 56m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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