Estação Jugular - Uma estrada para Van Gogh

    Allan Pitz

    Multifoco
    2011
    98 páginas
    3h 16m
    ISBN-13: 9788579614286
    Português Brasileiro

    E se você acordasse pela manhã em um lugar absurdamente estranho, isolado de tudo, fugindo sabe lá de onde e de quem, e a certeza maior no momento é que deve seguir em frente para não ser torrado vivo? Então você entra no único ônibus de uma linha desconhecida, abandonado na velha Estação Jugular, e na estrada sinistra pincelada por descobertas, medos e anseios humanos se desenrola a maior aventura de todas. Assim ocorre ao romance filosófico Estação Jugular, de Allan Pitz, no qual um viajante perdido e desmemoriado entra em um ônibus vazio fugindo do sol inclemente que abandonou o céu e, como um foco teatral em movimento, tenta queimá-lo. A partir daí, Franz, o passageiro, segue confuso ao lado do Motorista para encarar a psicodélica jornada final de sua existência.

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    Nanie Dias picture
    Nanie Dias26/05/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Estação Jugular, de Allan Pitz

    Franz é um fugitivo. Técnico de informática, ele se encontra perdido e só sabe que precisa fugir. De quê? Ele não tem muita certeza. Entra esbaforido no ônibos, querendo saber do motorista o destino final. Mas a enigmática figura apenas diz que irá até o ponto final. Onde isso fica exatamente, ele faz questão de não detalhar. "- Aliás, você nem sabe qual é a sua estação! - É... Não sei mesmo." Nessa estrada única, Franz e o motorista embarcam numa viagem surreal e, ao mesmo tempo, super realista, que levará o leitor a descobrir um pouco mais de si mesmo. "Uma estrada infinita para a loucura e as cores vivas de Van Gogh, escolhido desde o início por esconder na loucura toda a beleza de suas obras, de seus sentimentos, seus sentidos, sua genialidade." O que eu achei do livro: Eu já me tornei uma fã incondicional de Allan Pitz - este mestre na arte de escrever. E é com muita alegria que afirmo: Estação Jugular é mais uma obra magistral de Pitz. Utilizando-se de alegorias e metáforas, Pitz nos leva para uma viagem inebriante, que nos fará conhecer um pouco mais de nós mesmos e da humanidade como um todo. A linguagem de Pitz novamente é poética, deliciosa ! Sorver as páginas desse livro é um alimento para a alma - Pitz escreve muito bem e sabe como escolher as palavras. O livro tem um ritmo bem veloz até a metade, quando nos deparamos com uma descoberta totalmente inesperada. A partir desse ponto, a leitura se torna um pouco menos dinâmica e muito mais reflexiva. É um livro que nos faz pensar do início ao fim! Apesar de suas poucas páginas - o livro tem apenas 95 páginas - essa não é uma leitura que possa ser feita muito rapidamente, porque é necessário pensar, refletir, se encontrar. Não perca essa obra singular, que vai de Van Gogh, à favela e aos portões do paraíso! Nota: 9 Dificuldade de Leitura: 8 Leia mais resenhas em http://naniedias.blogspot.com

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