Eis um conjunto de ensaios peculiar. Através de três elementos - a autobiografia, o amor pela literatura e a política - o escritor mexicano Carlos Fuentes resume sua trajetória de humanista e criador. O saldo é favorável, principalmente, á figura literária, que se sobrepõe às demais. É assim que ele se envolve especialmente com as complexas relações entre arte, política e história e se detém nas exigências de sua própria tradição: a língua espanhola, a mesma de Cervantes, autor que merece um estudo considerado clássico. Há ainda reflexões sobre mestres modernos, como o cineasta Luis Buñuel e o escritor Gabriel García Márquez. Além de um tributo comovente e imaginativo a Jorge Luis Borges. Eu e os outros não limita sua viagem literária, no entanto, aos criadores de língua espanhola. Considerado um dos escritores mais cosmopolitas de todo o mundo, Fuentes se preocupa também com escritores da Europa Ocidental e Oriental, russos e americanos, e seus ensaios sobre Diderot, Gogol e Kundera estão entre os melhores trabalhos de crítica literária já escritos em qualquer língua.
