Para os que tentam compreender a turbulenta história da Rússia, este livro de Svetlana Alliluyeva, filha de Stálin, é um documento de grande importância e fascínio especial. Na moderna história da Europa não existe, talvez, um período tão pouco conhecido ou tão pouco analisado, imparcialmente, como a época de Stálin. A falsificação sistemática e as omissões da imprensa estatal soviética, a natureza fragmentária e a frequente irrealidade dos poucos testemunhos de quem fugiu ou sobreviveu, a intromissão das polêmicas da Guerra Fria nos estudos históricos, tanto no Ocidente quanto no Leste - tudo isso contribuiu para a inexistência de uma análise séria da Rússia de Joseph Stálin. O valor deste livro é incontestável, principalmente quando visto pelo aspecto da descrição do círculo familiar de um homem todo poderoso. Trata-se de uma verdadeira crônica de uma família soviética, no caso a mais importante e a mais poderosa delas, um testemunho da solidão do poder absoluto e a trágica morte ou alienação dos filhos de um tirano. Segundo o professor da Universidade de Princeton, James H. Billington, o livro de Svetlana, filha de Stalin, é um eco de "Os Irmãos Karamazov" de Dostoievsky.
Vinte Cartas a um Amigo - As Memórias Da Filha De Stalin
Svetlana Alliluyeva
Nova Fronteira
1967
310 páginas
10h 20m
Português Brasileiro
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