Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores46
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O Rinoceronte -

    Eugène Ionesco

    Nova Fronteira
    2012
    319 páginas
    10h 38m
    ISBN-13: 9788520930748
    Português Brasileiro
    4.4
    13 avaliações
    Leram24Lendo0Querem22Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos3Desejados22Avaliaram13

    O rinoceronte” é certamente a obra mais conhecida de Eugène Ionesco; nela, ante a resistência e o assombro do protagonista, os habitantes de uma vila se transformam em rinocerontes. Nesta peça, Ionesco expressa de modo cabal sua concepção de teatro, fundada na ruptura lógica e na fuga do natural visível, de onde extrai a matéria para a sua singular comicidade.

    Resenhas (2)Ver mais
    Keyllah picture
    Keyllah30/05/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Belíssima Obra

    Peça composta de 3 atos, escrita pelo romeno Eugene Ionesco em 1960, representa uma crítica ao Iron Guard partido ultra-nacionalista romeno que tinha como uma de suas ideologias o antissemitismo. Em uma entrevista Ionesco declara que muitos intelectuais, professores universitários e estudantes aderiram a causa do partido, se tornando “nazistas”. Até mesmo pessoas de seu círculo de amizade foram aos poucos aderindo a ideologia (assim como acontece com os amigos de Berenger, personagem central da peça). No ato I o cenário se parece com uma vila, onde os amigos Jean um cara inteligente, porém arrogante e Berenger um rapaz tímido e beberrão se encontram no café para discutir um assunto não específico, porém urgente. Jean, ao invés de conversar fica bravo com o amigo que está vestido de forma desleixada e começa a lhe passar um sermão. Enquanto os amigos discutem outros personagens também estão em cena fazendo suas atividades, e de repente todos avistam “O rinoceronte” cruzando a rua ferozmente, todos os personagens em cena tentam fugir. Assim que o “rinoceronte” desaparece os personagens começam a discutir assustados sobre o que viram, e então avistam outro “rinoceronte” que atropela o gato da personagem “Dona de Casa”. Todos sentem uma grande comoção pela dona do gato morto e começam a discutir que os rinocerontes não deveriam estar soltos na rua. Este é o começo do clímax da peça. No ato II, o cenário se passa no trabalho de Berenger no jornal local, ele chega atrasado e presencia a cena de dois colegas Dudard e Botard discutindo sobre a aparição dos “rinocerontes”, enquanto Dudard afirma que viu os animais na rua, Botard se apresenta cético e diz que não podem aparecer “rinocerontes” em tal circunstância, mesmo que outros tenham visto e confirmado. De repente na cena, aparece a Senhora Beouf (esposa do Sr.Beouf funcionário do jornal) para dizer que o marido não pode trabalhar, pois se transformou em um “rinoceronte” e que as ruas estão cheias de outros “rinocerontes”. Botard argumenta contra a Sra. Beouf e diz que as pessoas na cidade são inteligentes e não podem cair numa retórica de um movimento coletivista. Um pouco depois Sr. Beouf (transformado em rinoceronte) aparece e destrói a escada, impossibilitando os funcionários de saírem do prédio. A Sra. Beouf de repente pula pela janela e os demais funcionários chamam os bombeiros e escapam pela janela. Em outro momento no mesmo ato, Berenger vai visitar seu amigo Jean para pedir desculpas, eles começam a discutir sobre a possibilidade das pessoas se tornarem “rinocerontes” e sobre o humanismo. À medida que Jean fica exaltado, o chifre do rinoceronte começa a crescer em sua testa e sua pele começa a ficar cada vez mais verde (provavelmente alusão ao verde presente na bandeira do Iron Guard), então Berenger presencia a sua transformação em “rinoceronte”. No ato III toda a cidade já se transformou em “rinocerontes”, os únicos a saírem ilesos foram Berenger, Daisy (colega de trabalho de Berenger, a qual ele é apaixonado) e o Dudard (também apaixonado por Daisy). Berenger está sozinho e trancado em seu apartamento, tendo pesadelos com os “rinocerontes”, de repente a campainha toca, Berenger atende e Dudard aparece em cena. Dudard diante das preocupações de Berenger trivializa com o fato de que a cidade inteira se transformou em “rinocerontes”, mas Berenger insiste argumentando que a transformação não foi voluntária e provavelmente sofreram com a lavagem cerebral, assim como ocorreu com seu amigo Jean. Enquanto os dois colegas discutem, Daisy aparece em cena, ela traz consigo uma cesta com comida para o almoço, enquanto ela coloca os pratos Dudard percebe que está sobrando em cena e diz que não há mais lugar para ele e que talvez os “rinocerontes” estejam certos, então desce as escadas e some de cena. No ambiente (quarto de Berenger) Daisy e Berenger entram em um entrave, Daisy diz que talvez os “rinocerontes” não sejam tão maus assim e que talvez estejam certos, neste momento Berenger se enche de raiva e esbofeteia Daisy, ela chora e sai do apartamento, quando Berenger tenta impedir já é tarde. Se dando conta de que é o único humano na cidade e de que está sozinho, Berenger começa a divagar da possibilidade de se tornar um “rinoceronte”, mas ao se olhar no espelho ele percebe que precisa aceitar o seu destino e resistir aos “rinocerontes".

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 13
    • 5 estrelas62%
    • 4 estrelas23%
    • 3 estrelas15%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Eugène Ionesco profile picture

    Eugène Ionesco

    Dramaturgo francês de origem romena. É considerado um dos maiores teatrólogos do século e um dos criadores do teatro do absurdo. Focaliza o caráter incompreensível das relações humanas, o medo da morte, o aspecto tragicômico da existência e a pressão das convenções sociais. Com frases absurdas, suas peças falam da impossibilidade de comunicação entre os seres humanos.

    20 Livros
    18 Seguidores

    Eugène Ionesco