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    Aire de Dylan -

    Enrique Vila-Matas

    Seix Barral
    2012
    328 páginas
    10h 56m
    ISBN-13: 9788432210013
    Espanhol
    3.8
    5 avaliações
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    Vilnius, más conocido como el pequeño Dylan, es una mezcla del cantautor americano y Rimbaud, convencido de que el fantasma de Lancastre, su difunto progenitor, le está traspasando sus recuerdos y clama venganza. Mientras el joven Vilnius se dedica a completar su Archivo General del Fracaso, busca a alguien que reconstruya las memorias de su padre y funda la infraleve y muy ligera sociedad Aire de Dylan, cuyos miembros intentarán desenmascarar a los asesinos de Lancastre en el transcurso de una representación teatral.

    Resenhas (1)Ver mais
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    Helena Frenzel24/12/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Bons Ares: Recomendo!

    Ares do acaso que sopram pela vida fizeram-me — buscando informações sobre Enrique Vila-Matas, que até então eu não conhecia — topar com ‘Aire de Dylan’, um de seus mais novos títulos em formato digital. Dada a facilidade de acesso, baixei a prova de leitura e chegando ao final, sem querer interromper o prazer que o texto me deu — diga-se de passagem que há muito tempo um livro contemporâneo não conseguia me prender assim —, paguei o preço para poder ler o resto, preço relativamente alto para uma edição digital, penso, mas não me arrependi, o texto valeu. Além de esconder um tipo de ensaio sobre o teatro, literatura e geração do pós-modernismo (no mundo hispano, é claro, já que o termo ‘pós-moderno’ tem diferentes significados dependendo do contexto e do lugar), o leitor se vê em uma trama bem original, pelo menos na forma de contar a história, já que o padrão ‘teatro dentro do teatro’ há muito é usado na Literatura, começando por Hamlet, obra com a qual esse texto dialoga mais. A história começa mais ou menos assim (e isso está na prova de leitura): um escritor catalão bem sucedido vai à Suíça participar de um congresso literário sobre o fracasso e lá encontra Vilnius, jovem que ali estava para substituir o pai, Juan Lancastre, famoso escritor que acabara de morrer. Interessante notar o contraste entre as figuras de pai e filho: Lancastre é um típico representante da ‘geração forjada na cultura do esforço’ cuja vida e obra só atestam sucessos enquanto Vilnius é parte da geração ‘nada quero e nada faço, mas sou indispensável’, porém ocupa-se em colecionar ‘todos os fracasos do mundo’ para pô-los num filme. E com o propósito (quem sabe) de servir como exemplo vivo de fracasso maior, Vilnius — dono de uma fisionomia muito semelhante a Bob Dylan quando jovem — nada levou para a congresso além da leitura de uma carta reveladora de intimidades e estranhos acontecimentos ligados à morte do pai. Passada a leitura da carta, a história segue um fluxo que vai envolvendo o escritor catalão (sem nome) e dando ao leitor, nas entrelinhas e frases muito bem trabalhadas, o paladar de ensaio critico-filosófico, além de uma espiada nos bastidores do cinema mais antigo, do teatro, da literatura, da vida dos personagens e das engrenagens da vida em si. Os personagens vão tomando conta da narrativa fechado lacunas de forma elegante e revelando o pensamento do autor, ao mesmo tempo em que deixam ‘pistas’ para o leitor investigativo, até chegar a um final ameno porém não menos interessante e convidativo à reflexão — sobre fracassos, literatura, pós-modernismo, vida ‘y mucho más’. Eu diria que ‘Aire de Dylan’ não tem somente ares de bom texto, é um excelente texto cuja leitura eu só posso recomendar. Ficha: Titulo: Aire de Dylan Autor: Enrique Vila-Matas Ano: 2012 Editora: Editorial Seix Barral (www.planetadelibros.com) ISBN: 978-84-322-1001-3 (epub)

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    Enrique Vila-Matas

    Enrique Vila-Matas (Barcelona, 1948) é um escritor espanhol. Nasceu em Barcelona em 1948. Em 1968 foi viver para Paris, auto exilado do governo de Franco e à procura de maior liberdade criativa. O apartamento onde se instalou foi-lhe alugado pela escritora Marguerite Duras. Durante esse anos subsistiu realizando pequenos trabalhos como jornalista para a revista "Fotogramas", e chegou a colaborar como figurante em Estoril num filme de James Bond. Vila-Matas publicou o seu primeiro livro, "La Asesina Ilustrada", em 1977, e desde então não mais deixou de escrever pois, segundo ele, "escrever é corrigir a vida, é a única coisa que nos protege das feridas e dos golpes da vida." Com a publicação de "História Abreviada da Literatura Portátil" começou a ser reconhecido e admirado no âmbito internacional, especialmente nos países latino-americanos, França e Portugal. As suas obras são uma mescla de ensaio, crônica jornalística e novela. A sua literatura, fragmentária e irônica, dilui os limites entre a ficção e a realidade. Desenvolveu uma ampla obra narrativa que se inicia em 1973 e que, até à data, foi traduzida para 29 idiomas. Atualmente é um dos narradores espanhóis mais elogiados pela crítica nacional e internacional.

    42 Livros
    80 Seguidores

    Enrique Vila-Matas