O BEIJO DA MORTE (quarta obra de Ricardo de Paula Vieira) é uma peça teatral que narra o envio da MORTE, transfigurada em uma mulher elegante, ao Brasil pelo Anjo, seu Chefe, a fim de ceifar as vidas de políticos corruptos. O Presidente e a Vice-Presidente da República, o Presidente do Senado Federal e o Presidente da Câmara dos Deputados tentam protelar a missão da Morte alegando que a complexidade a matéria do seu pedido (levar os políticos corruptos) demanda maior tempo para analise, que seria feita enquanto eles terminassem os seus mandatos. Ao mesmo tempo, alguns congressistas reúnem-se e tentam corromper a Morte, nomeando-a assessora do CONGRESSO NACIONAL a fim de assegurarem os seus mandatos. No fim da peça, a Morte, declarando-se incorruptível, revela as falcatruas dos detentores de mandatos eletivos, tornando público o que está nas sombras. Não há referências a Partidos ou políticos reais, apesar da seriedade da crítica, sendo todos os personagens fictícios. A peça reflete sobre a corrupção dos detentores de mandatos eletivos, objetivando despertar o interesse dos eleitores pelo tema, o que os tornam capazes de exigir atitudes éticas dos políticos.
