Os Impressionistas: Van Gogh - Vicent Van Gogh

    João J. Spinelli

    Editora Golob
    1991
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-10: 8525009776
    Português Brasileiro

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    cigarro de baunilha picture
    cigarro de baunilha14/06/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Parte e coração e reconstrói come esperança

    Que livro lindo, e eu não digo só no sentido visual, mas também no quão emocionalmente impactante ele é. De início, achei que não ia gostar de ver as telas sem uma legenda acompanhando elas, mas ao longo da leitura fui impactada por esse exercício de silenciosamente ler elas através das suas cores, formas e texturas pinceladas. Nesse livro muito bem produzido pela Editora Globo, a história de peso E pesada de Van Gogh te prensa contra o chão e torna difícil levantar, mesmo ao virar a última página. Foi uma leitura que me preencheu com uma ânsia gigantesca de desenhar, porque assim como para o artista, arte também é a minha terapia. Tem tantas coisas encantadoras nas obras dele que eu só pude perceber analisando essas imagens detalhadas: O jeito que ele usa azul bebê pra sombrear branco; as pinceladas tão carregadas de tinta que chegam a fazer linhas tridimensionais que saltam da tela; os traços em raios, ziguezagues e ondas; o estilo tão belo do impressionismo de simplificar formas e ainda assim criar composições ricas em detalhes; as estrelas que parecem pisca-piscas no céu; o amarelo gentil na pele. Tudo isso e um pouco mais foi o que aqueceram meu coração e quase me fizeram chorar. É injusto que um artista tão talentoso tenha passado anos de sua vida numa batalha contra si mesmo, se comparando aos seus colegas, se sentindo insuficiente e não recebendo o tratamento necessário para suas crises sem antes acontecer uma tragédia. Todo mundo diz que ele merecia ter tido mais reconhecimento e dinheiro na época, e sim, eu concordo totalmente com isso, Van Gogh mereceria ser aclamado tanto quanto é agora, mas além disso, queria que ele tivesse tido mais paz de espírito. Talvez isso seja eu focando só na parte triste da sua história, ou talvez sejam os narradores que contam só essa parte. Teve uma parte do livro que mencionou momentos de genuína felicidade de Van Gogh, logo antes de dizer que não durou muito. Espero que ele tenha sido verdadeiramente feliz mais do que a gente sabe, talvez assim doa menos quando eu encaro seu olhar azul no Autorretrato de 1890.

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