A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen -

    Eugen Herrigel

    Pensamento
    2011
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-13: 9788531517655
    Português Brasileiro

    Trazendo o fantástico para o nível real, neste livro surpreendente, o filósofo alemão Eugen Herrigel conta a sua extraordinária experiência como discípulo de um mestre Zen, com quem aprendeu a arte de atirar com arco, durante os anos em que viveu no Japão como professor da Universidade de Tohoku. Sem dúvida - como afirma na introdução o professor D. T. Suzuki - um livro maravilhoso que, graças a limpidez de seu estilo, ajudará o leitor do Ocidente a "penetrar na essência dessa experiência oriental, até agora tão pouco acessível aos ocidentais".

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    Raphael10/03/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O autor atingiu seu objetivo

    Comprei o livro por indicação de um professor de um curso livre que faço de improvisação (teatro). É um livro pequeno, porém, muito rico em termos de conteúdo. O propósito do autor é relatar sua experiência com relação à cultura japonesa e ao tiro com arco na visão do zen budismo. Duas lições que aprendi na primeira leitura: 1) Nós podemos fazer coisas que nem sequer imaginamos. Basta alguém mais experiente para nos guiar nesse caminho. Sozinho jamais alcançaremos. 2) Alguns processos (ex.: pintor preparar todo o material que utilizará ao invés de um assistente o fazer) são extremamente importantes para o artista, pois é o que inicia a concentração. Jamais devemos terceirizar esse tipo de "ritual". Alguns trechos do livro: "O mestre pode mostrar-lhe algo de que ele tinha ouvido falar muitas vezes, mas cuja realidade só agora fica tangível, em virtude das suas próprias experiências." "O discípulo descobre em si mesmo que a obra interior que ele deve realizar é bem mais importante que as obras exteriores, por mais atraentes que sejam, e que ele deve persegui-la se quiser ser o artífice do seu destino de artista." "A fim de que o aluno supere a prova da solidão, o mestre se separa dele, exortando-o cordialmente a prosseguir mais longe do que ele" "O que se passa com o senhor? Já sabe que não se deve envergonhar pelos tiros errados. Da mesma maneira, não deve felicitar-se pelos que se realizam plenamente. O senhor precisa libertar-se desse flutuar entre o prazer e o desprazer. Precisa aprender a sobrepor-se a ele com uma descontraída imparcialidade, alegrando-se como se outra pessoa tivesse feito aqueles disparos." "(...) quando se reencontrarem com seus amigos. Não haverá a mesma vibração em uníssono de antes, pois vocês passaram a ver as coisas de maneira diferente e a medi-las com parâmetros até então não utilizados."

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