Meias Vermelhas & Histórias Inteiras -

    Marcos Donizetti

    Os Viralata
    2007
    74 páginas
    2h 28m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Este livro é um compêndio de amores possíveis. De personagens que, ainda que intuitivamente, estão cientes de que a vida é um jogo nonsense que ganha sentido graças a duas tábuas de salvação: amor e música.

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    Luiz Emanuel Simette de Mello Campos13/03/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Leitura leve e romantica

    Marcos Donizetti, o Doni do Hedonismos lançou seu primeiro livro e está feliz da vida. Não pra menos. Primeiro, que o livro diagramado pelo Branco Leoni (até onde entendi, dono da espetacular editora Os Vira Lata) e revisado pela Olívia, está lindo. Lindo de morrer, tanto na primorosa capa quanto nas fotos do interior, bem escolhidas. Segundo, que o livro vendeu bem pra burro no seu lançamento, semana passada, segunda, no Genial. Mais que a famosa jornalista, modelo nua e amanta de senador, Mônica Veloso. O sucesso deixou Doni ambicioso, agora ele quer vender mais que a Playboy da Mônica... Ok, acho que literatura não ganha de mulher pelada nem que fosse feita do sangue de Sheakspear. Mas Doni pode ter ainda mais um bom motivo para se alegrar, seu livro além de lindo e vender bem é realmente bom, como cpoucos que se vêem pelas livrarias, como poucos alías, que têm apoio de grandes editoras e tudo que têm direito. Uma coletânea de paixões que foram ou não bem sucedidas, às vezes os textos soam alto biográficos, mesmo quando há uma mulher como protagonista; outras, os textos parecem elocubrações, devaneios e sonhos, a mulher ideal, uma mulher amaldiçoada por sua beleza ou ainda paixões juvenis, que deixamos quando partimos e nunca mais as reencontramos. Mas seus contos escondem, penso eu, uma certa linha do tempo, como um filme que começa pelo final e depois a história vai se desenrolando até voltar para o final de início novamente. Trata-se dos contos entre Julia e Lucas. Mas eu ainda descubro mais sobre eles, contar mais aqui, seria estragar os bons textos. Doni tem um estilo gostoso de escrever, fluido, sem rebuscados arabescos ou barrocos, o texto é simples, mas não grosseiro, ao contrário, é levemente poético, como ficamos realmente, ao deixar a mulher que amamos em sua casa, ao acordar no dia de semana e vermos o lado em que ela dormiu, no findi, vazio, para lembrar com uma saudade gostosa do ocorrido.

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