Primeiro de tudo, esse volume é melhor que o primeiro, agora sim comecei a me envolver com a história. Segundo, acho muito bonito o fato das autoras mostrarem os personagens LGBTQIA+ de forma tão natural (explicarei melhor mais pra frente). Terceiro, fiquei chocada com a forma que a pedofilia também é tão natural aqui (também explicarei melhor).
Quando falo sobre mostrarem os personagens de forma natural quero dizer que não é que nem essas histórias que tem em bilhões de livros por aí "me descobri gay, bi, etc e agora tenho que me assumir" etc e tal. Não. Eles simplesmente gostam de pessoas do mesmo gênero e ponto. E ok também pras pessoas ao redor. É simplesmente a coisa mais natural do mundo, como deveria ser na vida real inclusive. Eu sempre gostei de narrativas assim (talvez por questão de identificação?), mas muitas vezes é difícil encontrar histórias assim.
Sobre a pedofilia, não sei dizer ao certo se é questão de época ou região, ou os dois, mas achei realmente muito perturbador a forma que a relação entre aluna e professor é trazida aqui. Inclusive achei muito assustador uma criança de 13 anos ficar noiva de um professor assim do nada, a cena deles corando na aula inclusive achei bem perturabadora. Acredito que se fosse criança talvez ia passar despercebido por mim, mas enfim.
Não posso terminar e esquecer de falar do Shoran, personagem que tanto detestava quando criança mas que agora achei ele uma graça kkkkkk gostei dele, mesmo sendo bravinho, dá pra perceber que é só por fora mesmo e que logo muda porque ele tem umas cenas bonitinhas, tipo ele sendo mordido pelo Kero por chamá-lo de bichinho de pelúcia.
Obs.: Qual o problema dos japoneses que geralmente botam os personagens chineses como os bravinhos da história?