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    La Rochefoucauld e La Bruyère - Filósofos Moralistas do Séc. XVII

    La Rochefoucauld

    Editora Lafonte
    2012
    122 páginas
    4h 4m
    ISBN-13: 9788538901501
    Português Brasileiro
    4.2
    6 avaliações
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    La Rochefoucauld e La Bruyère, dois filósofos moralistas do século XVII. Estes escritores são assim denominados porque redigiram seus escritos com o objetivo de moralizar a sociedade. Observadores críticos do comportamento humano, propuseram-se como objetivo corrigir o homem de seus defeitos, vícios e desvios, e a sociedade de suas mazelas, de seus desmandos, de sua vida pautada pela mentira, pela hipocrisia e pelas frivolidades, relegando a segundo plano uma vida digna do verdadeiro ser humano que deveria ser justo, honesto e veraz. Parece, pois, que o epíteto de moralistas lhes cabe muito bem.

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    Edson da Silva Santos picture
    Edson da Silva Santos08/12/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O moralismo Vitoriano

    A obra é um estudo e compilação de excertos que exploram a essência do Moralismo Francês do Século XVII, um movimento intelectual focado na observação da natureza humana e dos costumes sociais. Os Autores e o Contexto Histórico Século XVII: O período é o do auge do absolutismo na França (reinado de Luís XIV) e da intensa vida cortesã. O Moralismo surge como uma crítica sutil ou reflexão profunda sobre a hipocrisia, a vaidade e as regras não escritas da sociedade da Corte. Filósofos Moralistas: Eles não eram filósofos no sentido sistemático (como Descartes ou Spinoza), mas sim escritores que usavam a forma literária para fazer filosofia sobre a moralidade e o comportamento humano. François de La Rochefoucauld (1613–1680) Obra Principal: Maximes (Máximas). Pequenas sentenças aforísticas, curtas e incisivas. O pensamento de La Rochefoucauld é marcadamente pessimista e cínico (no bom sentido). A tese dominante é que o amor-próprio (amour-propre) é a força motriz oculta por trás de todas as ações humanas, mesmo aquelas que parecem as mais virtuosas ou altruístas. A amizade, a virtude e a generosidade são, na verdade, manifestações disfarçadas de nosso egoísmo e de nossa necessidade de sermos admirados. Ele desmascara as motivações nobres, revelando o cálculo frio por trás delas. Jean de La Bruyère (1645–1696). Les Caractères (Os Caracteres). Retratos, descrições extensas de tipos sociais e pequenos ensaios. La Bruyère é um observador social agudo, menos focado no "amor-próprio" universal e mais focado em traçar a tipologia humana e os costumes ridículos da Corte e da cidade. Ele cria personagens (o pedante, o hipócrita religioso, o cortesão fútil) que são universalmente reconhecíveis, mesmo séculos depois. Ele critica a superficialidade, a injustiça social (comparando a vida dos camponeses com a dos nobres) e a tirania da moda. Sua crítica é mais moralista e social do que psicológica, como a de La Rochefoucauld. O Foco da Edição Comentada (Antonio C. Braga) O papel do comentador é, provavelmente, contextualizar as máximas e os caracteres, traduzindo o pensamento de um contexto barroco e absolutista para o leitor contemporâneo. O livro ressalta a importância desses autores para a psicologia e a literatura, mostrando como eles influenciaram a forma de se pensar e escrever sobre a natureza humana na Europa.

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    François de La Rochefoucauld profile picture

    François de La Rochefoucauld

    François, Duque de La Rochefoucauld (Paris, 15 de setembro de 1613 – Paris, 17 de março de 1680) foi um moralista francês, François 6º, príncipe de Marcillac e, mais tarde, duque de La Rochefoucauld, nasceu em Paris a 15 de setembro de 1613 e morreu na mesma cidade na noite de 16 para 17 de março de 1680. Aristocrata, foi destinado à carreira militar, tendo participado da campanha da Itália em 1629. Envolvendo-se em intrigas contra o cardeal Richelieu, em favor da rainha Ana da Áustria, foi preso e exilado em Verteuil, no ano de 1631. Depois da morte de Richelieu, voltou a conspirar contra a corte, tendo participado ativamente da Fronda, a guerra civil que agitou a França entre 1648 e 1653. Em 1652, gravemente ferido nos olhos, encerrou sua carreira de soldado e conspirador. Passou em Paris os últimos anos de sua vida, destacando-se nos salões literários, especialmente no de Madame de Sablé. La Rochefoucauld foi um dos introdutores, e certamente o maior cultor do gênero de máximas e epigramas, divertimento social que ele transformou em gênero literário, escrevendo textos de profundo pessimismo. Seu mais famoso livro, "Reflexões ou sentenças e máximas morais", apareceu pela primeira vez em 1664. Até a quinta edição do livro, La Rochefoucauld foi condensando suas máximas, ao mesmo tempo em que abrandava o tom, restringindo o seu amargor. Espírito cáustico, amargurado, ele atribui ao amor-próprio um papel preponderante na motivação das ações humanas. Todas as qualidades da nobreza – as falsas virtudes — têm a movê-las o egoísmo e a hipocrisia, atributos inerentes a todos os homens. Segundo La Rochefoucauld, a necessidade de estima e de admiração está por trás de toda manifestação de bondade, sinceridade, gratidão. Ele é um pessimista desencantado com o gênero humano. Além das "Reflexões", La Rochefoucauld escreveu sua autobiografia, "Memórias de MDLR sobre as intrigas com a morte de Luís XIII, as guerras de Paris e da Guiana e a prisão dos príncipes", que engloba o período entre 1624 e 1632, e que de uma certa maneira serve de base para as conclusões desenvolvidas nas "Reflexões". Sua obra influenciou profundamente dois outros filósofos: Friedrich Nietzsche e Émile Michel Cioran. "Por que não se lêem mais os grandes mestres da sentença psicológica? -pois, sem qualquer exagero: o homem culto que tenha lido La Rochefoucauld e seus pares em espírito e arte é coisa rara na Europa; e ainda mais raro aquele que os conheça e não os insulte." (Nietzche, 'Humano, Demasiado Humano', cap. 2, Companhia das Letras, São Paulo, 2000,pag. 43). Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7ois_de_La_Rochefoucauld

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    François de La Rochefoucauld