Diários do purgatório -

    Maria Juliana Dacoregio

    Barauna Editora
    2012
    119 páginas
    3h 58m
    ISBN-13: 9788579235375
    Português Brasileiro

    Quantos têm coragem de olhar para dentro de si e formular perguntas desprovidas de respostas prontas? Quantos são capazes de se mirar no espelho e ver além do simples reflexo? Nesse mundo de culto às aparências, quem tem a audácia de expor tristezas e assumir dores que não possuem explicação lógica? Em Diários do Purgatório é isso que Juliana Dacoregio faz. Desnudando sua alma, ela nos leva a encarar nossa própria nudez. Revelando temores, carências e frustrações, a autora permite que entremos em um universo que, quase sempre, queremos (e precisamos) negar. Diários do Purgatório é uma catarse através de poemas-relatos e prosas um tanto quanto poéticas. O estilo não é definido, nem precisa ser. O propósito, sim: purgar! Purgar pecados, tropeços e vazios existenciais. Purgar, não para negar, mas para seguir adiante. A catarse nasceu das experiências da autora, mas são vivências que todos nós, de uma forma ou de outra, já experimentamos. É um livro para se identificar, provocar reflexão e lembrar que admitir fraquezas é o primeiro passo rumo à verdadeira força e libertação.

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    Tati Lopatiuk25/08/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Diários do Purgatório, uma reflexão

    A pretensa leveza de um livro de pouco mais de sessenta páginas pode até enganar, de começo. A rosa na capa, você vai achar que são apenas alguns poemas despretensiosos. Mas já ao ler as primeiras páginas de Diários do Purgatório, livro de estréia da blogueira Ju Dacoregio é impossível ficar imune. E então, é impossível largá-lo. Pois falando de si Ju fala a todas as mulheres, a todos os corações e almas angustiadas. Suas confissões não são apenas dela, são nossas. Sem pedir licença, Ju revira sua alma e acaba revirando a nossa também. São relatos densos, poesias intimistas, gritos de socorro. A todos esses eu lia calada, esperando a heroína do livro achar a resposta, para que me dissesse também. Mas, acho, não há resposta. Ao menos, não uma resposta assim pronta, que vá lhe servir a vida toda. Fosse fácil assim, não haveriam tantas lágrimas. O que se encontra, o que se vê surgir página a página, confissão em confissão é a verdadeira beleza de ser mulher: saber de suas dores, chorar e rir suas fraquezas, mergulhar em seu próprio purgatório e saber renascer. E se mostrar assim, linda e sublime, sem medo ou culpa pelo o que já sentiu e viveu. Forte e inteira como sempre quis ser. Não se surpreenda se ao final do livro um sorriso surgir no seu rosto e encher de cores as lágrimas que ali estavam. Para ser feliz um tanto é preciso ter sofrido um outro tanto. Seque as lágrimas, estamos prontos.

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