A Teologia da Libertação foi desenvolvida, inicialmente, na América Latina e inspirada na opção pelos pobres contra a pobreza pela sua libertação. Ela mostra como ponto de partida, a situação de pobreza e exclusão social, relacionados à luz da fé cristã. Essa situação pode ser entendida como produto de estruturas econômicas e sociais. O pensamento teológico e filosófico latino-americano marcou significativamente o debate político e ideológico da segunda metade do século XX. Diferentes setores da sociedade brasileira e internacional – portanto, não somente as igrejas – voltaram os seus olhos para a Teologia Latino-Americana da Libertação, seja para avaliá-la positivamente, seja para criticá-la. A expressão Teologia da Libertação começou a ser usado pelo teólogo evangélico brasileiro Rubem Alves e pelo teólogo católico romano peruano Gustavo Gutierrez em meados dos anos 1960 e seus impactos proporcionados pelas mudanças socioeconômicas e políticas trouxeram um aprofundamento maior e com estágios mais relevantes sobre o assunto. Ao ser questionado se a Teologia da Libertação morreu ou não, o organizador da obra Cláudio de Oliveira Ribeiro, responde com certa dose de humor revelando que a reposta para esta pergunta está no final do livro e conta: “No caso da Teologia da Libertação, considero que ela está em uma profícua fase de recriação, redimensionamento e alargamento metodológico e de conteúdos. Morrer e viver são dimensões por demais sofridas e dolorosas, e considero, que mais do que acadêmico, as reflexões que proponho devem nos fazer rever a própria vida.” Um olhar amplo da Teologia da Libertação passa a ser adquirida, não apenas na visão economista, mas baseado em dados antropológicos, psicológicos e religiosos. Além de temas como a igualdade, a discriminação, o diálogo religioso, a minoria e a ecologia, que vem sendo incorporados ao contexto dos cristãos. Sobre o autor: Cláudio de Oliveira Ribeiro é Pastor Metodista e Teólogo, possui doutorado e mestrado em Teologia, ambos foram feitos pela Universidade Católica do Rio de Janeiro e sua graduação no Seminário Metodista Cesar Dacorso Filho, também no Rio de Janeiro. Tem experiência docente, de pesquisa e na área de assessoria de comunidades eclesiais de base e organismos ecumênicos. Atualmente é professor de Teologia e Ciências da Religião e Diretor da Faculdade de Humanidades e Direito da Universidade Metodista de São Paulo.