Os Destinos da Angústia na Psicanálise Freudiana -

    Zeferino Rocha

    Escuta
    2000
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-10: 857137161X
    Português Brasileiro

    O leitor encontrará neste livro uma sistematização teórica dos destinos da angústia na trajetória evolutiva do pensamento psicanalítico de Freud. Depois de algumas considerações iniciais sobre o problema e o vocabulário da angústia, o autor começa abordando o destino da angústia que resulta de sua inscrição no corpo, particularmente quando esta inscrição não pode ter acesso ao mundo da representação nem à ordem da simbolização, por falta de uma elaboração psíquica adequada. Freud trabalhou este destino da angústia no contexto de sua doutrina sobre as neuroses atuais, e, especialmente, sobre a neurose de angústia. É interessante notar que aquilo que Freud, então, escreveu sobre a angústia na neurose de angústia reveste, hoje, uma notável atualidade para a compreensão psicanalítica das doenças psicossomáticas e dos chamados transtornos de pânico. Freud aponta um outro destino da angústia, quando, no contexto de seus estudos sobre as psiconeuroses de defesa, reserva um lugar de destaque à angústia pulsional (à Triebangst), correlacionando-a com o seu estudo metapsicológico do recalque. Finalmente, por ocasião da reformulação a que submeteu sua doutrina na virada dos anos 20, Freud repensou também a natureza, a tópica e, sobretudo, a primazia que havia sido dada à angústia pulsional, abrindo uma nova perspectiva para a Realangst (angústia do real), articulando-a com a angústia originária (urangst), da qual ele fez o modelo prototípico, de todas as experiências de angústia que o homem vive no decorrer de sua existência. Para desvendar o enigma desta Realangst, o autor recorreu à noção do Real na tópica lacaniana e ao que Heidegger diz sobre a experiência da angústia no Sein und Seit.

    Estatísticas

    Avaliações

    3 / 1
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas100%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%