King em seu puro estado.
Falar sobre a escrita do King é chover no molhado, te prende como poucos e desenvolve a história com o cotidiano de uma maneira singular, o que o diferencia de todos os outros. Em A Metade Sombria, um escritor, Thad, tem seu pseudônimo descoberto e resolve fazer uma reportagem encerrando o legado dele. De alguma forma esse pseudônimo toma vida e passa a assombrar Thad e todos que de alguma forma tinham com sua carreira de escritor sob o nome de George Stark. O que mais me cativou no livro foi o fato que King também “enterrou” um pseudônimo, Richard Bachmann, e acredito que de certa forma ele desabafa e relata o que viveu se desvinculando do escritor que criou e escreveu alguns de seus sucessos. O livro tem muitas facilitações, tudo muito cômodo pro antagonista; esse foi o principal fator de ser um 4/5, no mais, o livro é fluido, tenso, grotesco e instigante; tudo que um leitor do King quer.


