Terra... Fogo... Água... Ar... Imagens e cenas que eu não conseguia expulsar do meu espírito. Ao contrário, queria guardá-las como última tábua de salvação... Ou de perdição... Lembranças idas, mas tão presentes no dia de meus dias e nas horas de minhas horas... Danças, aromas... Um encorpado sabor de vinho na boca ávida de um beijo... Velhos vinhos! Verdes vinhos... Vinhos transparentes, opacos, dourados, rosés, tintos, em taças de prata e de ouro... - Um cromatismo antigo, desvelando-me, contudo, tão estranhas e tão novas sensações... Ah, o milagre do vinho... Poderoso elixir a subjugar a natureza falível dos mortais!