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    O caçador de tatu -

    Rachel de Queiroz

    Siciliano
    1999
    146 páginas
    4h 52m
    ISBN-10: 8526706527
    Português Brasileiro
    4
    6 avaliações
    Leram5Lendo5Querem27Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados27Avaliaram6

    "57 crônicas escolhidas por Herman Lima"

    Resenhas (1)Ver mais
    Dani R. Ferraz picture
    Dani R. Ferraz23/11/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Rachel de Queiróz em sua plenitude

    Rachel de Queiróz em sua plenitude, não são minhas as palavras mas adoto-as como sendo! Quanta afetividade nestas 57 crônicas escolhidas por Herman Lima. Aliás, faz tempo que uma obra não me afeta e dialoga comigo tanto em tantas perspectivas diferentes. Li em outra resenha feita por uma bibliotecária do Clube Tripas que Rachel é atemporal, e esta descrição nunca fez tanto sentido. Ela usa o termo “gadget” no livro! Em O caçador de tatu, a autora fala sobre a efemeridade da vida e também do homem. Muitas das crônicas apresentadas o homem está em evidência, são suas perdas, seus relacionamentos, aquilo que o torna célebre e digno de ser lembrado até a eternidade e a linha tênue que o faz ser cultuado como herói ou vilão pela ambição que o corrompe. A autora fala de suas invenções, suas revoltas, emigrações, tradições, fala sobre o tempo com um olhar e comentário cuidadoso de tudo que acontecia a sua volta numa descrição do mundo dos anos 50 e 60 mas que é espelho do mundo que vemos hoje. É preconceito de cor, fome, enchentes, mortes por soterramentos, assobios para mulheres nas ruas, falta de água limpa para beber, epidemia, o quarto poder, Amazônia, política - “Vejam Brasília. O que horroriza a gente, em Brasília, é pensar que aquele milagre urbanístico, a cidade que brotou de repente dentro do agreste e deserto planalto goiano, é um luxo de povo rico imposto à nossa pobreza”. A crônica mais especial pra mim foi a crônica “Irmão”, que deleite! Como me enxerguei dentro dela, quis correr e compartilhar com o meu, afinal, “o que seria de mim sem ele?”. Enfim, lágrimas escorrem no final desta leitura e eu as deixo escorrer, assim como os suspiros que dei ao fim de cada uma das crônicas e eu os solto com o prazer de ter lido uma obra que é uma jornada pelo tempo.

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    Rachel de Queiroz profile picture

    Rachel de Queiroz

    Rachel era filha de Daniel de Queiroz Lima e Clotilde Franklin de Queiroz, descendente pelo lado materno da família de José de Alencar. Em 1917, após uma grande seca, muda-se com seus pais para o Rio de Janeiro e logo depois para Belém do Pará. Retornou para Fortaleza dois anos depois. Em 1925 concluiu o curso normal no Colégio da Imaculada Conceição. Estreou na imprensa no jornal O Ceará, escrevendo crônicas e poemas de caráter modernista sob o pseudônimo de Rita de Queluz. No mesmo ano lançou em forma de folhetim o primeiro romance, História de um Nome. Aos vinte anos, ficou nacionalmente conhecida ao publicar O Quinze (1930), romance que mostra a luta do povo nordestino contra a seca e a miséria. Demonstrando preocupação com questões sociais e hábil na análise psicológica de seus personagens, tem papel de destaque no desenvolvimento do romance nordestino. Começa a se interessar em política social em 1928-1929 ao ingressar no que restava do Bloco Operário Camponês em Fortaleza, formando o primeiro núcleo do Partido Comunista. Em 1933 começa a ter dissenções com a direção e se aproxima de Lívio Xavier e de seu grupo em São Paulo, indo morar nesta cidade até 1934. Milita então com Aristides Lobo, Plínio Mello, Mário Pedrosa, Lívio Xavier, se filiando ao sindicato dos professores de ensino livre, controlado naquele tempo pelos trotskistas. Depois, viaja para o norte em 1934, lá permanecendo até 1939. Já escritora consagrada, muda-se para o Rio de Janeiro. No mesmo ano foi agraciada com o Prêmio Felipe d'Oliveira pelo livro As Três Marias. Escreveu ainda João Miguel (1932), Caminhos de Pedras (1937) e O Galo de Ouro (1950). Foi presa em 1937, em Fortaleza, acusada de ser comunista e exemplares de seus romances foram queimados. Em 1964 apoiou a ditadura militar que se instalou no Brasil. Lançou Dôra, Doralina em 1975, e depois Memorial de Maria Moura (1992), saga de uma cangaceira nordestina adaptada para a televisão em 1994 numa minissérie apresentada pela Rede Globo. Exibida entre maio e junho de 1994 no Brasil, foi apresentada em Angola, Bolívia, Canadá, Guatemala, Indonésia, Nicarágua, Panamá, Peru, Porto Rico, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, sendo lançada em DVD em 2004. Publicou um volume de memórias em 1998. Transforma a sua "Fazenda Não Me Deixes", propriedade localizada em Quixadá, estado do Ceará, em reserva particular do patrimônio natural. Morreu em 4 de novembro de 2003, vítima de problemas cardíacos, no seu apartamento no Rio de Janeiro, dias antes de completar 93 anos. Fontes: biografia: wikipedia foto: http://www.fundacaoquixote.org.br

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    Ceará, Brasil

    Rachel de Queiroz