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    O solar dos Schillings (Coleção Rosa #49) - Título original: Im Schillingshof

    Eugênia Marlitt

    Saraiva
    1957
    275 páginas
    9h 10m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
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    Êste romance acompanha, passo a passo, a vida de duas famílias, uma aristocrática e a outra burguesa, que viviam uma junto da outra. Estas duas famílias possuíam concepções de vida muito diferentes... Enquanto os Schillings, de sangue azul, passavam a existência cultivando as artes e os requintes sociais, os Wolframs, burgueses, por sua vez, preferiam obstinadamente dedicar-se ao acúmulo de riquezas... Felix, filho de Teresa, irmã do conselheiro Wolfram, era muito amigo de Arnold von Schilling, o herdeiro dos Schillings, moço muito bem dotado. Êste, para salvar o pai da ruína, resolvera casar com uma mulher intolerável, dominada por prejudicial obcessão religiosa, que a levava a cometer os atos mais desatinados. Felix, inconseqüente, consorcia-se com Lucília Fornier, a filha de uma atriz, moça frívola, incapaz de adaptar-se ao casamento. Portanto, Arnold e seu amigo Felix foram igualmente infelizes no matrimônio. Deserdado, Felix parte, com sua esposa, para a América, onde tenta adquirir fortuna. Lá expira durante a guerra da Secessão. Mercedes, meio-irmã de Felix, mulher possuidora de admiráveis qualidades morais, dirige-se para a Alemanha, acompanhada da fútil Lucília e dos seus sobrinhos — filhos de Felix e de Lucília. Inesperados conflitos estabelecem-se entre Mercedes e Arnold, que recebera, em seu lar, os parentes do seu finado colega. Além disso, Lucília, que voltara à vida teatral, tenta apoderar-se de sua filha, e os Wolframs agem malèficamente...

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    Eugênia Marlitt

    O pai de Eugenie foi Ernst John, um pintor de retratos, e sua madrinha foi a Princesa Matilde von Schwarzburg-Sondershausen, que a mandou a Viena para estudar música. Entre 1844 e 1846, estudou no Conservatório de Viena, mas a sua primeira apresentação não obteve sucesso. Começou a ter deficiência auditiva, supostamente de origem psicossomática, e viveu na corte por 11 anos, como dama de companhia da Princesa Matilde. Em 1863, os problemas financeiros da corte levaram à demissão de Eugenie, que se retirou para Arnstadt, para viver com a família de seu irmão Alfred, professor em Arnstadt. Iniciou então sua carreira literária, inspirada pelo fato de ter sido a autora da correspondência da Princesa Matilde. Eugenie nunca foi casada. Seus romances foram escritos na sua moradia Villa Marlitt, construída em Arnstadt, para a qual ela se mudou com seu pai em 1871. Nos últimos anos de vida passou a sofrer de artrite, vivendo em uma cadeira de rodas. Eugenie morre em Arnstadt, em 22 de junho de 1887.

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