"O Corcunda de Notre-Dame" é uma obra fascinante e singular de Victor Hugo. Sua publicação ocorreu em um momento em que se cogitava a demolição da catedral. Victor Hugo, demonstrando profunda preocupação, escreveu o livro como uma iniciativa para valorizá-la, destacando sua fascinação e direcionando a atenção para a catedral. Por isso, o título original da obra é, na verdade, "Notre-Dame de Paris".
Embora eu tivesse uma compreensão superficial da famosa história do Corcunda de Notre-Dame, tão presente no cinema, o filme não captura sequer a essência da obra. O enredo é intrigante e realiza uma exploração profunda das complexidades humanas, abordando temas como amor, ciúmes, inveja, preconceitos, justiça, entre outros. O desfecho é surpreendente e difere profundamente do filme da Disney. Este livro é denso, tratando de temas pesados e complexos da psique humana.
Victor Hugo transcende a narrativa intrigante ao incluir capítulos que descrevem a Igreja de Notre-Dame, suas transformações ao longo dos anos, as ruas e vielas da cidade de Paris, e até mesmo um pouco da história da França. Despertou em mim um interesse ainda maior pelo país e sua história, sua cultura, seu povo e suas peculiaridades.
Sem dúvida, este é um daqueles livros que merece ser lido por todos em algum momento, proporcionando uma jornada fascinante pelos corredores sombrios da alma humana. Destaco duas frases do livro que apreciei bastante e que espero que despertem seu interesse em lê-lo:
"O excesso de dor, assim como o excesso de alegria, é algo tão violento que dura pouco. O coração do homem não pode permanecer muito tempo em uma extremidade."
"Se a vitória não ficou comigo, a culpa é de Deus, que não fez o homem e o demônio com forças iguais."