A ARTE DA CAPOEIRA NO ESPIRITO SANTO Após a tentativa frustrada de usar o índio nativo como escravo nas lavouras, os Portugueses importaram negros africanos para este serviço. Desde os primórdios da nossa colonização eles chegavam em massa, sendo a maioria da população, até a variada do século XX. Crioulos, Minas, Cor e Angolas tornaram-se, portanto, a grande massa negra do nosso estado e, como em todo o resto do país, eles se revoltaram, fugiram e aquilombaram-se. Alguns episódios marcaram a nossa história, como foi o caso da Insurreição do Queimado e de outros levantes de escravos em Guarapari, Jacaraípe, Itapemirim, São Mateus, etc. Os nossos historiadores nada comentam, diretamente, sobre a CAPOEIRAGEM nesta época, sendo que o poder de luta e a coragem destes negros, que enfrentaram desarmados as tropas do governo e foram reconhecidas por elas, porém um acontecimento ocorrido a 23 de setembro de 1833, força-nos a reconhecer uma semelhança entre as Maltas de CAPOEIRAS existentes nos grandes centros a esta época e os grupos de negros e mestiços que havia nesta capital. Conta Basílio Daemond em “A província do Espírito Santo”, editado em 1879, que no dia mencionado, três negros entraram