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    Urutópiag - a Religião dos Pajés e dos Espíritos da Selva

    Yaguarê Yamã

    Ibrasa
    2004
    92 páginas
    3h 4m
    ISBN-10: 8534802491
    Português Brasileiro
    3.6
    9 avaliações
    Leram9Lendo1Querem17Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados17Avaliaram9

    Até hoje o mundo indígena sempre foi relatado por estudiosos. Neste livro você conhecerá os preceitos e os conhecimentos de uma religião tradicional indígena em sua mais pura essência, desvendados por Yaguarê Yamã, um índio pesquisador que nasceu e vive na selva Amazônica.

    Resenhas (2)Ver mais
    Adamastor  picture
    Adamastor 15/03/2026Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Urutópiağ - A crença dos Mawés - Será que é mesmo?

    O livro tem centenas, talvez mil palavras e nomes nas línguas Nhengatu ou Tupi ou Guarani ou Mawé ou sei lá! Árdua leitura! Infelizmente também faltou ao autor verve pra tornar a leitura mais prazerosa! Sobram mitos e lendas e definições - tudo está muito resumido, compactado em tão poucas páginas. No final tem umas trinta ilustrações, coloridas, muito bonitas, sem qualquer referência no texto, sem uma miserável notinha explicativa, em páginas que não são sequer numeradas! E não se sabe quem é o autor (ou autores). Vários errinhos de português (ex.: serrar fileiras); crase por exemplo... Interessante ver palavras no livro, em negrito, que devem ser na língua dos Mawés (talvez, possivelmente), mas que já são faladas e até dicionarizadas: curupira, surucucu, caititu, caipora, iara, até "pínto-piroka" [pág. 39]. É um mundo cheio de espíritos, almas, seres etéricos (bons, maus, neutros), pessoas com poderes de ver o mundo invisível, pajelanças (cura pelas ervas e cura pelos espíritos pág. 41), comunicação com os mortos e com espíritos (pág 43). Estava indo quase bem, mas na hora que o "mito" "amazônico" "Mawé" fala ouro, prata, petróleo, NIÓBIO, urânio, diamante... - tudo na mesma frase, o lobinho que estava na pele de cordeiro mostra seus dentes. E a credibilidade do escrevente (já prejudicada por escorregões aqui e alí) vai pro saco, pra caixa-prego, pras cucuias (e essa palavra deve ser do idioma Nhengatu!). É um alinhamento abilolado, fruto do engajamento a pautas modernosas. Que o cunhado (palavra escolhida a dedo, com o significado magnificamente explicado pelo grande Darcy Ribeiro) achou por bem enfiar, de leve, no texto. Podre! No final tem outra maravilha: "se removerem os minérios, os guardiões (...) vão acabar com o mundo". Se pensar que na idade da pedra se usava pedra, que é rocha e é mineral sim, que índio faz pote de barro e se pinta com argila (e barro e argila são "minérios") então nunca teve e jamais terá salvação esse mundo. Tempo perdido!

    2 curtidas

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    Avaliações

    3.6 / 9
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas22%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas11%
    Yaguarê Yamã profile picture

    Yaguarê Yamã

    Sou escritor, professor, geógrafo, artista plástico e lider indígena nascido no Amazonas. Sou formado em Geografia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Por seis anos morei em São Paulo, estudando, lecionando e dando palestras de temática indígena e de meio-ambiente. Desde que retornei a minha terra, tenho militado no movimento indígena lutando pela demarcação das terras de meu povo, pela conscientização dos ribeirinhos e pela inclusão do indígena na sociedade brasileira. Pertenço ao clã Aripunãguá, dos Maraguá e também descende dos Sateré-Mawé por parte de pai. Atualmente moro no município de Parintins, onde continuo a escrever livros e a atuar na organização interna do povo Maraguá como vice-tuxawa-geral e Vice-coordenador da ASPIM (Associação do povo indígena Maraguá). Sou sócio do Nearin – Nucleo de Escritores Indígenas, ligado ao IMBRAPI – Instituto brasileiro de propriedade intelectual e casado com lia minapoty tambem escritora autora de com anoite veio o sono da editora Leya com quem tenho um filho que se chama Yaguarê

    16 Livros
    10 Seguidores
    Amazonas, Brasil

    Yaguarê Yamã