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    Feliz Ano Velho -

    Marcelo Rubens Paiva

    Objetiva
    2006
    268 páginas
    8h 56m
    ISBN-10: 8573027886
    Português Brasileiro
    4.1
    51 avaliações
    Leram96Lendo4Querem11Relendo0Abandonos1Resenhas10
    Favoritos6Desejados11Avaliaram51
    Resenhas (10)Ver mais
    Eric Vinicius picture
    Eric Vinicius17/04/2021Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Feliz leitura acabada

    Eu me aproximei de "Feliz Ano Velho" meio por acaso. Achei-o perdido na estante e pensei: "Por que não?". Nem sequer tinha ouvido falar da história de Marcelo Rubens Paiva e o que me despertou o interesse - embora romances autobiográficos não sejam exatamente o meu estilo favorito - foi a premiação do Jabuti, em 1983. "Deve ser bom!" Que decepção! Ok, é um playboy de 20 e poucos anos que acaba de sofrer uma baita tragédia e ainda está tentando juntar os cacos do que sobrou da própria vida. Talvez fosse inapropriado esperar muita coisa. Para não falar que nada pude aproveitar da leitura, o tempo descrito no hospital me trouxe à memória as angústias de uma experiência do tipo, que tive há 12 anos. E a escrita é bem leve, por vezes engraçada, num ritmo bom. Mas, à parte isso, o romance é uma obra sem propósito ("... não estou a fim de passar nenhuma lição. Não quero que as pessoas me encarem como um rapaz que apesar de tudo transmite muita força. Não sou modelo para nada." - muito bem, meu parceiro, isso foi algo que, pelo menos, você fez muito bem!), descomprometida e permeada por leviandades. Não vou criticar o lado ridículo dos autoelogios de moleque-safado-pegador porque, com a mesma energia que o autor o faz, ele também se detona, ao expor corajosamente as próprias misérias. Mas achei imperdoável o trecho em que sua desencanação irresponsável o leva a escrever "Pode até ser que tenha ressuscitado um escravagista, mas não sou muito de ficar encanado com as coisas que penso". Pô, Marcelo! Não julgo o autor pela obra - sei diferenciar bem uma coisa da outra, mesmo em relatos tão pessoais como um desse. Marcelo Rubens Paiva tem uma história de superação que poderia inspirar muitos de nós. Mas seu primeiro romance, apesar de aclamado pela crítica, definitivamente não me convenceu.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 51
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas45%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas0%
    Marcelo Rubens Paiva profile picture

    Marcelo Rubens Paiva

    Nascido em São Paulo em 1959, aos 11 anos de idade sofreu o primeiro grande baque de sua vida: o desaparecimento do pai (o ex-Deputado Federal Rubens Paiva) pela ditadura militar. Um despertar violento da consciência política. Estudou na USP e Unicamp. E então aos 20 anos de idade, ele sofreu o segundo grande baque: um acidente que o deixou tetraplégico. Hoje, com muita fisioterapia, voltou a locomover as mãos e os braços. Desde 1989, depois que estudou dramaturgia no CPT do Sesc, em São Paulo, ele estreou no teatro com a peça 525 Linhas, dirigida por Ricardo Karman. Em 1998, estreou E aí, Comeu?, peça dirigida por Rafael Ponzi, que depois mudou de nome pra Da Boca Pra Fora. Com ela, ganhou o Prêmio Shell, melhor autor, em 2000. https://twitter.com/marcelorubens/ https://www.facebook.com/marcelopaivaoficial/ https://www.instagram.com/marcelorubenspaiva/

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    São Paulo, Brasil

    Marcelo Rubens Paiva