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    O Quinze -

    Rachel de Queiroz

    Círculo do Livro
    1989
    161 páginas
    5h 22m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    13997 avaliações
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    Esse romance de estréia na carreira de Raquel de Queiroz foi publicado em Fortaleza em 1930. A obra relata o conflito entre homem e natureza, narrando a difícil marcha de um retirante e sua família rumo ao Amazonas. Paralelamente existe a história de uma moça sonhadora que adora ler romances franceses.

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    Bookster Pedro Pacifico picture
    Bookster Pedro Pacifico12/05/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O quinze”, de Rachel de Queiroz - Nota 9/10

    Com apenas 19 anos, a autora cearense publicou um dos principais clássicos sobre a nossa cultura brasileira: um retrato humano do sertão nordestino, da vida difícil do sertanejo, que faz de tudo para tentar sobreviver diante de tanta miséria e dificuldades ambientais. Mas, além disso, “O quinze” ficou marcado na historia por ter sido publicado por uma mulher durante a década de 30, explorando temas de relevância social e retratando personagens femininas que fogem do estereótipo esperado naquela época. Apesar de ter nascido em uma família de intelectuais e em boas condições financeiras, Rachel de Queiroz conhecia a tradição local, cresceu ouvindo sobre a seca e sobre as dificuldades de muitos dos seus conterrâneos. É por isso que consegue nos transmitir essa realidade de forma tão tocante. Carregada de regionalismo, a autora faz uma denuncia sobre a miséria, a desigualdade e a indiferença dos abastados e dos políticos frente à pobreza do povo. O período retratado em “O quinze" é a seca que assolou o Ceará em 1915 (daí a razão do título). O personagem principal é Chico Bento e sua família, um grupo de retirantes que carregam o pouco - ou quase nada - do que tinham para fugir e da seca. Atravessam a pé a terra sedenta em busca de salvação no litoral nordestino. O outro núcleo da narrativa é conduzido por Conceição, uma jovem que vive com a avó e que, nascida em melhores condições, consegue fugir de trem da pequena cidade de Logradouro. Nesse cenário, já fica claro que a seca atinge o povo de forma desigual. A escrita é carregada de oralidade e regionalismos, mas com uma linguagem mais simples, diferente do que Euclides da Cunha usa em “Os sertões”, por exemplo. Gostei muito da forma humana que um ambiente tão brasileiro é construído. Não dá para não sentir uma identidade com “Vidas secas”, um livro que me marcou demais na juventude. E, inclusive, Graciliano Ramos pode ter se inspirado em “O quinze" para escrever uma das suas grandes obras. “O quinze” deve sempre ser lembrado, celebrado e aproveitado por nós, leitores.

    342 curtidas

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