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    Morte e Vida Severina - E outros poemas em voz alta

    João Cabral de Melo Neto

    José Olympio
    1981
    143 páginas
    4h 46m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    11862 avaliações
    Leram22094Lendo364Querem7093Relendo30Abandonos351Resenhas813
    Favoritos8Desejados7093Avaliaram11862

    Coletânea de poemas - 'O rio' (1953), 'Morte e vida severina' (1954-55), 'Paisagens com figuras' (1955) e 'Uma faca sem lâmina' (1955) - de João Cabral de Melo Neto publicados na década de 1950. Para Cabral, esta década foi crucial para a consolidação da linguagem que viria a refinar nos anos seguintes. No poema 'O Rio', Cabral trata do rio Capibaribe e de seu povo, só que, desta vez, sob uma ótica mais documental e narrativa. Já 'Morte e vida severina', publicado pela primeira vez em 1956, é a obra mais popular e social do poeta. Retrata a fuga da seca de retirantes que seguem o curso do rio Capibaribe. Encenada dez anos depois de sua publicação, com música de Chico Buarque, recebeu diversos prêmios, como o do Festival de Nancy, na França. Em Paisagens com figuras (1955), o poeta mescla, nos poemas, descrições das paisagens de Pernambuco e da Espanha. Por fim, em 'Uma faca sem lâmina' (1955), obra densa e excepcional, Cabral remete a um tema que lhe é caro a composição poética.

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    Resenhas (813)Ver mais
    Clio picture
    Clio29/08/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Ou a labuta do verso. Morte e Vida Severina não foi composto para maravilhar ou surpreender. Cônscio da necessidade da lapidação das próprias palavras, Melo Neto assumia publicamente que sua capacidade como literato advinham de sua força de vontade e não da inspiração. Morte e Vida Severina é um retrato do nordeste e da vida do retirante que foge da seca e acredita que o litoral lhe dará melhores condições. É a família morrendo aos poucos nas estradas poeirantes que também vai morrer da mesma forma soterrada em morros e contaminada na beira dos esgotos. Mas, é acima de tudo, uma vida de esperança. O mais triste de tudo é saber que essa obra publicada em 1955 ainda é atual. Recomendo.

    153 curtidas

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