Que livro encantador! Poderia ser apenas mais uma história de casamento por correspondência narrada no Velho Oeste Americano, mas a autora mais uma vez conseguiu ir além. Sem perceber, me vi envolvida pela atmosfera colonial dos Estados Unidos, e pela ousadia e coragem de Karl, um sueco que firmou raízes em uma fazenda isolada, um lenhador, um jovem de vinte e cinco anos que casa com Anna. Ele esperava uma noiva completamente diferente, afinal Anna mentiu sobre basicamente tudo em suas cartas, no intuito de convencer Karl a desposá-la e ainda levou o irmão consigo. Logo Karl se depara com as mentiras de Anna, uma menina mulher de dezessete anos, e esse é o ponto de partida da relação. A vida bruta e difícil nessa terra hostil rapidamente pesa sobre a inexperiente jovem, totalmente inepta quanto aos afazeres domésticos, mas fugir do seu passado em Boston era uma questão de sobrevivência. Adorei a Anna, uma jovem valente, alegre, bem humorada, com uma personalidade peralta, e que teve que abrir mão de sua pureza como moeda de troca para ir ao encontro de Karl. O herói é maravilhoso, generoso, paciente, honorável, parece um deus nórdico, um belo homem intocado...Se é que eu estou me fazendo entender (risos). No entanto, com uma grande falha, a dificuldade de perdoar... Frente a ele, Anna se sente diminuída, por não compartilhar suas raízes, e não representar especialmente seu ideal de mulher. A convivência entre eles é um grande aprendizado, no sentido de que o amor é capaz de absorver as diferenças e semear o perdão . Ah, não poderia deixar de mencionar, as declarações de amor em sueco...Que momento lindo! Amei!