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    Os chapéus de chuva -

    Fiama Hasse Pais Brandão

    Minotauro
    1961
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-11: 00000263865
    Português
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    Fiama Hasse Pais Brandão, num encontro entre o real e o irreal encara a forma como uma sociedade devia ser regida. Valores, modos de expressão, simples anúncios tudo combinado numa obra que nos faz pensar. 104 páginas de " Os chapéus de Chuva" e um simples "Apagam-se as luzes". Teatro? Sim. Mas de uma forma que nos faz pensar, que nos faz reflectir, que nos faz sentir vivos dentro do livro...pequenas personagens que têm o seu papel garantido, o seu pequeno momento de dizer "sou eu?" Escritora, dramaturga, ensaísta, poetisa..diferente em cada uma destas vertentes....mas única em cada uma delas. No livro "Os chapéus de chuva" consegue, de uma forma simples e perceptível, atrair a atenção do leitor para o mundo, e incita-o a colocar questões de índole filosófica. Como deve ser a vida em sociedade? Quem somos? O que fazemos? Porque vivemos? Consegue que tudo se remeta para a criação, para um simples sopro de vida sobre o palco, uma luz que surge e uma telefonia que fala... "A liberdade? Sei lá. Não me parece que a tenha encontrado completamente. Só houve uma diferença: Não foi aqui, foi noutro sítio. Nestes anos apenas foram outras, as pessoas. Outros que se ligaram a mim. Todavia marcaram-me. Tudo o que passa por mim deixa vestígios na minha pele. Sempre tentei a evasão."

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    Fiama Hasse Pais Brandão

    FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO nasceu em Lisboa, a 15 de Agosto de 1938. A sua infância foi passada entre uma quinta em Carcavelos e o St. Julian's School.1 Foi estudante de Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo sido um dos fundadores do Grupo de Teatro de Letras. Foi casada com Gastão Cruz. Estreou-se como autora com Em Cada Pedra Um Voo Imóvel (1957), obra que lhe valeu o Prémio Adolfo Casais Monteiro. Ganha notoriedade no meio literário com a revista/movimento Poesia 61, em que publica o texto «Morfismos». É considerada como uma das mais importantes escritoras do movimento que revolucionou a poesia nos anos 60.1 Foi premiada em 1996 com o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores. O seu livro Cenas Vivas foi distinguido em 2001 com o prémio literário do P.E.N. Clube Português.1 A sua actividade no teatro iniciou-se com um estágio, em 1964, no Teatro Experimental do Porto e com a frequência de um seminário de teatro de Adolfo Gutkin na Fundação Calouste Gulbenkian, em 1970. Em 1974, foi um dos fundadores do Grupo Teatro Hoje, sendo a sua primeira encenadora com Marina Pineda, de Federico García Lorca. Em 1961 recebeu o Prémio Revelação de Teatro, pela obra Os Chapéus de Chuva.1 É autora de várias peças de teatro. Traduziu obras de língua alemã, de língua inglesa e de língua francesa, de John Updike, Bertold Brecht, Antonin Artaud, Novalis e Anton Tchekov, entre outros. Colaborou em publicações como Seara Nova, Cadernos do Meio-Dia, Brotéria, Vértice, Plano, Colóquio-Letras, Hífen, Relâmpago e A Phala. Faleceu em Lisboa, a 20 de Janeiro de 2007.

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    Fiama Hasse Pais Brandão