Scorpions - Minha história em uma das maiores bandas de todos os tempos

    Herman Rarebell, Michael Krikorian

    Panda Books
    2012
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-13: 9788578882280
    Português Brasileiro

    A história do Scorpions não foi igual às outras. Eles vieram da Alemanha, que até então nunca havia dado à luz uma grande banda de rock. Tiveram que aprender a cantar no idioma oficial do estilo, o inglês, lutando para esconder o forte sotaque. E nenhum de seus integrantes fazia o estilo "rockstar" galã, daqueles que vendem discos só de colocar a foto na capa. Quando uma banda assim vende 100 milhões de discos, alguma coisa está muito errada. Ou muito certa. Contar essa história já valeria um livro, mas o mais notável em Scorpions: Minha história em uma das maiores bandas de todos os tempos, do baterista Herman Rarebell, não são os tradicionais excessos da tríade sexo, drogas e rock and roll, ingredientes sempre presentes nas autobiografias de roqueiros sessentões. Rarebell relembra fatos históricos, como a noite em que Gorbachev recebeu a banda no Kremlin, fala sobre a vida na estrada e ainda dá dicas para as novas bandas. Se a história do Scorpions é única, este livro também é - um relato honesto e divertido de sua experiência como baterista de uma das maiores bandas de rock do planeta. Felipe Machado Jornalista, escritor e guitarrista do Viper

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (8)Ver mais
    Roberta Forster picture
    Roberta Forster05/09/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Indispensável aos amantes do Rock'n'Roll

    Há muito tempo não lia um livro que me absorvesse tão integralmente. “SCORPIONS: Minha história em uma das maiores bandas de todos os tempos”, do ex-baterista do grupo, Herman ‘Ze German’ Rarebell, é uma deliciosa leitura e, como o próprio autor define, com o intuito apenas de divertir e descontrair. Entretanto, o que é pode ser um ponto extremamente positivo para alguns, pode ser decepcionante para outros. A autobiografia de Herman – com a co-autoria de Michael Krikorian – não é, de forma alguma, do ponto de vista da narrativa, uma biografia convencional. Ao entrar no história, é como se o baterista estivesse sentado à sua frente, contando histórias conforme vêm à memória; não há, portanto, uma linearidade cronológica muito exata, com datas e sequências de acontecimentos como se espera de um texto do gênero biográfico. O autor conversa com o leitor, estabelece uma relação de proximidade e faz com que nos sintamos dentro das histórias que ele conta com uma boa dose de humor e sarcasmo. O livro começa dentro do contexto do mundo bipolarizado pela guerra fria, quando a banda visitou o Leningrado (atual São Petesburgo) e atravessou a “cortina de ferro” que envolvia os países da ex-URSS. Sobre isso, Herman fala sobre sua impressão ao chegar no território desconhecido, o receio de que uma banda da Alemanha Ocidental não fosse bem aceita pelos russos. “A música não era um elemento divisor, mas unificador. Eles podiam trancar as pessoas, mas não podiam trancar as ondas do rádio.”, afirma Herman, em uma das passagens do capítulo, além de contar o episódio em que eles foram recebidos por Mikhail Gorbachev e as impressões que ele teve do ex presidente da então União Soviética. Já no segundo capítulo, ele faz uma retrospectiva de sua história como baterista, relata sua vida e como começou a se interessar por bateria, o apoio que teve dos pais, os caminhos que o levou a Inglaterra e, por fim, como acabou conhecendo Michael Schenker e entrando no Scorpions. É a partir desse ponto que a leitura se torna ainda mais divertida e deslancha. Os capítulos, em sua maioria, seguem com títulos alusivos aos álbuns dos quais ele participou, as turnês que se seguiram e histórias que envolviam outros artistas, como no caso em que o Bon Jovi queria ser a estrela máxima do Moscow Music Festival. O ex batera ainda faz indiretas (mais que diretas!) ao ex-baixista da banda, Francis Buchholz, deixando a imaginação livre, porém direcionada, para o leitor pensar o que quiser sobre a controversa saída deste. Durante toda a narrativa, Herman provoca com ironias o leitor ávido por cenas picantes, aventuras com groupies e todo aquele clichê de uma biografia rock’n’roll, porque esse realmente não é o foco do livro. Ele prossegue contando histórias, relembrando fatos passados, quebrando a linearidade, retornando ao assunto corrente, até que ele chega ao fim de sua jornada com o Scorpions, expondo seus pontos de vista, suas insatisfações e decepções, deixando claro que nada disso afetou seu carinho e respeito pelos seus ex-companheiros de banda, os quais ele considera como irmãos. Em resumo, essa é uma leitura descontraída e indispensável a todos os fãs da lendária banda alemã, mas também recomendadíssima àqueles interessados em viajar e se deliciar dentro do mundo do rock’n’roll.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 53
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas4%