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    Caetés e S. Bernardo -

    Graciliano Ramos

    BestBolso
    2011
    351 páginas
    11h 42m
    ISBN-13: 9788577992935
    Português Brasileiro
    3.5
    126 avaliações
    Leram197Lendo10Querem232Relendo0Abandonos17Resenhas10
    Favoritos10Desejados232Avaliaram126

    Dois livros em um: Caetés e S. Bernardo,de um lado um, do outro lado outro. Caetés:Caetés é o primeiro romance de Graciliano Ramos. Foi publicado em 1933 - Romance em primeira pessoa. João Valério narra como vai sendo seduzido pelos ambientes aburguesados da cidade, como se envolve num caso de adultério com Maria Luisa, mulher de seu amigo e protetor, Adrião, e como se apodera, antropofagicamente, do cargo de Adrião após seu suicídio. João Valério fica fascinado pelo poder e não sabe o risco que corre diante de Maria, uma mulher possessiva, capaz de todas as coisas para conseguir o que quer. Ele acha que ela o ama, mas no fundo ela só quer tomar conta de tudo o que o marido Adrião deixou. Ela sente muita raiva de João, porque se não fosse ele, ela já teria conseguido. Entretanto, ela julga que ele é apenas mais uma pedra em seu caminho, que não irá trazer muitos problemas. "Isso é o que ela acha", pois João, embora venha de origem humilde, conhece muito bem a vida e as voltas que ela dá, por isso está sempre atento a tudo e a todos. |||||||||| S. Bernardo:S. Bernardo é um romance escrito por Graciliano Ramos publicado em 1934 e situado na segunda etapa do modernismo brasileiro - O livro conta a ascensão e a decadência de Paulo Honório, narrador da história, fazendeiro que conquista a propriedade que leva o nome do livro, uma fazenda em Viçosa. Com uma linguagem renascentista, conta a angústia do personagem central, que a todo momento luta para escondê-la. No processo de enriquecer, Paulo Honório acaba se desumanizando,e essa personalidade rude de Paulo Honório se arraiga a ele e se torna uma característica deste. Isso pode ser notado quando se diz que se arrepende das coisas que tinha feito, porém ele faria tudo de novo. A família de Honório se separa, pressionada pelo assassinato de Mendonça. Madalena, se vê sem saída e acaba morrendo (tudo leva a crer que ela se suicidou). O nome de seu filho é Enzo.

    Resenhas (10)Ver mais
    Sofia  picture
    Sofia 28/02/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Posfácio

    "E são todos caetés: Valério, Paulo, Luís, Fabiano. Pobres homens desejando muito e obtendo pouco - ou obtendo o que não desejam. Debatendo-se num esforço inútil por uma realização que não sabem onde está. Incapazes de lutar contra as estruturas que os oprimem e chafurdando numa briga encarniçada em que derrotam apenas a si mesmos e às Luísas e Adriões que cruzam seus caminhos."

    11 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 126
    • 5 estrelas23%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas16%
    • 1 estrelas3%
    Graciliano Ramos de Oliveira profile picture

    Graciliano Ramos de Oliveira

    Graciliano Ramos de Oliveira (Quebrangulo, 27 de outubro de 1892 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1953) foi um romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro do século XX,autor de Vidas Secas. Graciliano Ramos viveu os primeiros anos em diversas cidades do Nordeste brasileiro. Terminando o segundo grau em Maceió, seguiu para o Rio de Janeiro, onde passou um tempo trabalhando como jornalista. Voltou para o Nordeste em setembro de 1915, fixando-se junto ao pai, que era comerciante em Palmeira dos Índios, Alagoas. Neste mesmo ano casou-se com Maria Augusta de Barros, que morreu em 1920, deixando-lhe quatro filhos. Foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios em 1927, tomando posse no ano seguinte. Ficou no cargo por dois anos, renunciando a 10 de abril de 1930. Segundo uma das auto-descrições, "(...) Quando prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construírem estradas." Os relatórios da prefeitura que escreveu nesse período chamaram a atenção de Augusto Schmidt, editor carioca que o animou a publicar Caetés (1933). Entre 1930 e 1936 viveu em Maceió, trabalhando como diretor da Imprensa Oficial e diretor da Instrução Pública do estado. Em 1934 havia publicado São Bernardo, e quando se preparava para publicar o próximo livro, foi preso em decorrência do pânico insuflado por Getúlio Vargas após a Intentona Comunista de 1935. Com ajuda de amigos, entre os quais José Lins do Rego, consegue publicar Angústia (1936), considerada por muitos críticos como sua melhor obra. Foi libertado em janeiro de 1937. As experiências da cadeia, entretanto, ficariam gravadas em uma obra publicada postumamente, Memórias do Cárcere (1953), relato franco dos desmandos e incoerências da ditadura a que estava submetido o Brasil. Em 1938 publicou Vidas Secas. Em seguida estabeleceu-se no Rio de Janeiro, como inspetor federal de ensino. Em 1945 ingressou no antigo Partido Comunista do Brasil - PCB (que nos anos sessenta dividiu-se em Partido Comunista Brasileiro - PCB - e Partido Comunista do Brasil - PCdoB), de orientação soviética e sob o comando de Luís Carlos Prestes; nos anos seguintes, realizaria algumas viagens a países europeus com a segunda esposa, Heloísa Medeiros Ramos, retratadas no livro Viagem (1954). Ainda em 1945, publicou Infância, relato autobiográfico. Adoeceu gravemente em 1952. No começo de 1953 foi internado, mas acabou falecendo em 20 de março de 1953, aos 60 anos, vítima de câncer do pulmão. O estilo formal de escrita e a caracterização do eu em constante conflito (até mesmo violento) com o mundo, a opressão e a dor seriam marcas da literatura. Memória: Graciliano foi indicado ao premio Brasil de literatura.

    93 Livros
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    Alagoas, Brasil

    Graciliano Ramos de Oliveira