Outro dia minha mãe tinha me ligado, dizendo que era pra dia 15 deste mês ir ao Shopping Jardins, pois haveria o lançamento de um livro de um tal de Rodrigo lá na Escariz e, o próprio disse que se ela não fosse ao lançamento, era pra alguém ir buscar. Eu, como boa stalker já tinha visto o nome por aqui no Facebook.
Porém, depois do longo dia que tive ontem, não pensava em outra coisa a não ser ir para casa logo depois das aulas. Bip. Esquecida que sou, minha mãe precisou de novo me ligar pra me lembrar do tal lançamento. Ok, mesmo entregue ao cansaço fui lá ver o tal lançamento.
Cenário:
Eu: chinelo, short, camiseta, sem maquiagem.
Jornalistas: bem vestidos.
E o escritor? todo arrumado! (pensei alto "ainda bem que tô com auto estima até qe elevada")
Enfim, depois de aguardar um pouco, fui até o Rodrigo. Apresentei-me e conversamos rapidamente. História do meu dia contada enquanto a dedicatória era feita no livro. Fui para casa e arrumando as coisas para viagem de hoje, coloquei o presente na mochila.
Ponto.
Hoje:
Imprevisto do dia: houve atraso e só consegui sair no segundo ônibus para Aparecida - o que foi ótimo porque consegui dormir mais um pouco rs.
Sim, eu sei que escrevendo eu falo pra caramba, mas por favor, agora é que vem a melhor parte: Após ter guardado tudo, ter me arrumado pra viagem de 2 horas até aqui, tirei o livro da mochila. Ao abrir, li a dedicatória e de cara já gostei! O "escolha sua poltrona e boa viagem" me deixou empolgada. Depois, li o prefácio que já começava com trocadilhos - pensei " gente, como assim?". Uma frase do Raul já me animava e quando passei os olhos pelo sumário que vi o nome de uma música dos Los Hermanos como nomeação de um capítulo então? Já era. Logo na apresentação do livro eu já estava apaixonada.
Fato.
Comecei a ler durante a viagem, o embalo do ônibus me deixou mais ainda no clima das histórias (irônico?). Ah, Rodrigo! Por ser tão cautelosa eu tive que usar o cinto de segurança, ok? rs
Histórias que emocionam, que nos fazem rir, que nos levam a cidades do interior do estado, que nos remete tanto ao caótico trânsito de Aracaju. Aos professores das Universidades, que por vezes, são carrascos.
Ler sobre motoristas - sempre tão esquecidos; sobre as panelinhas que surgem; sobre as festas; sobre os imprevistos. Tudo isso nos toca de um modo particular.
Rodrigo consegue aproximar o leitor de uma realidade que é tão comum e ao mesmo tempo desconhecida para muitos. É, realmente impressionante o modo como não dá para de ler!
Com um jeito leve, cativante e totalmente irresistível o livro parece ter a energia do Rodrigo.
Enfim, cheguei e desço no próximo ponto.
Parabéns, Rodrigo e Obrigada pela aventura.
A gente se vê.
Ps: Rodrigo Bardo é um jovem escritor Sergipano e lançou ontem, em Aracaju, o livro "Os ônibus, o pêndulo, uma frase, algumas histórias e, quiçá, um diploma".