Não sei quantas vezes li esse livro, é um dos meus preferidos. Robinson é um naufrago que tem que se adaptar a uma ilha deserta. Defoe se recusou a pegar a via mais fácil de transformar esse num romance intimista e depressivo. Pelo contrário, sua ideia era elevar a capacidade e engenhosidade humana de ser capaz de se adaptar e adaptar qualquer meio. O protagonista desde o primeiro momento não se deixar abater pelas circunstâncias e usa cada pequena folha e graveto para transformar a ilha que vem a ser sua moradas. São capítulos levemente descritivos de como fazer manteiga, por exemplo, e muita maravilha na exploração do lugar. Não se deve, no entanto, tentar trazer uma crítica moderna a esse livro do início do século XVIII. O autor é fruto de seu tempo e faz várias observações sobre a supremacia do homem europeu branco e sua sociedade como uma máquina civilizatória. Meu conselho é ignorar essa parte e aproveitar a capacidade narrativa de Defoe que se mantém até os dias atuais.
Robinson Crusoé - com 250 ilustrações
Daniel Defoe
Bruguera
1980
255 páginas
8h 30m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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