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    ... e o mundo silenciou -

    Ben Abraham

    WG Editora e Comunicações
    1972
    110 páginas
    3h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.6
    5 avaliações
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    Favoritos3Desejados3Avaliaram5

    Milagres existem e Ben Abraham é prova viva disso. Inexplicável é a palavra exata para aplicar ao seu caso de sobrevivência. Por várias vezes escapou do fuzilamento e de doenças graves quando esteve confinado no gueto de Lodz, na Polônia, e em alguns campos de concentração na Alemanha de Hitler. Talvez os maus augúrios tenham sido menores que sua vontade de viver. Ou talvez ele tenha sobrevivido só para que pudesse cumprir a promessa que fez a Deus nos momentos críticos passados durante a Segunda Guerra Mundial, como acredita o próprio Abraham. Ver a derrota dos alemães era seu maior desejo e contar à humanidade aquele “capítulo de perseguições, atrocidades e matanças” foi sua promessa, assumida como objetivo de vida em toda a sua trajetória de jornalista e escritor.

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    Ben Abraham profile picture

    Ben Abraham

    Depois de passar pelos campos de Brauschweig, Watenstadt e Ravensbruck entre 1943 e 1945, acabou confinado em Auschwitz, onde sua família foi dizimada. Dentre 200 parentes seus apenas ele e um primo sobreviveram. Na noite de 1º para 2 de maio de 1945 foi libertado pesando 28 quilos, com tuberculose nos dois pulmões, escorbuto e disenteria com sangue. Após a queda do nazismo, o jornalista prometeu a si mesmo como objetivo de vida contar à humanidade o “capítulo de perseguições, atrocidades e matanças” instituído por Adolf Hitler. Ben Abraham passou dois anos de sua vida sendo transferido em hospitais americanos pela Alemanha e conseguiu se recuperar miraculosamente. Segundo ele “foi milagre; naquela época nem existia cura para tuberculose”. Após a recuperação, o jornalista presenciou outro conflito pelo qual se tornou vitorioso: a guerra de Independência do Estado de Israel, em 1947. Em 21 de Janeiro de 1955, Abraham se estabeleceu no Brasil e se naturalizou em 1957. No país casou-se e constituiu família. Diante de seu trabalho e quinze livros relacionados ao Holocausto, o jornalista recebeu inúmeras homenagens das quais se destacam a Chave de Ouro do Memorial Yad Vashem de Jerusalém e a Medalha de Honra ao Mérito da Universidade de São Paulo.

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    10 Seguidores

    Ben Abraham