Poemas de Octavio Paz convidam o leitor a pensar no valor do efêmero. Efêmero é tudo aquilo que tem caráter temporário, que compreende momentos de curta duração. Para o renomado poeta mexicano Octavio Paz, porém, essas ocasiões podem ser vislumbradas de maneira bem profunda – por exemplo, contemplando a beleza que pode haver em um simples pássaro que canta sobre o ramo de uma árvore ou no vento que balança as folhas. Seus poemas sobre o valor do efêmero estão delicadamente registrados no livro O ramo, o vento, lançamento da Autêntica Editora. Vencedor do Prêmio Miguel de Cervantes de 1981 e do Prêmio Nobel de Literatura de 1990, Octavio Paz imprime em suas obras toda a vivência adquirida nos muitos países por onde passou. Marcas do surrealismo e escrita automática podem ser vistas em vários de seus livros. Em O ramo, o vento o autor convida o leitor a mergulhar no imaginário dos momentos mais simples, quase passageiros, tirando daí as impressões que se pode ter ao transformar uma paisagem ou uma cena corriqueira em um livro cheio de descobertas. As coloridas ilustrações da premiada japonesa Tetsuo Kitora, que misturam delicados traços em tons pastel, formando composições um tanto abstratas, instigam o leitor a descobrir o que de belo existe em momentos passageiros da natureza. Texto e imagem se casam perfeitamente nessa obra que estimula os sentidos e o prazer da fruição leitora.
O ramo, o vento -
Octavio Paz
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Octavio Paz
Recebeu o Nobel de Literatura de 1990.Passou a infância nos Estados Unidos, acompanhando a família. De volta ao seu país, estudou direito na Universidade Nacional Autônoma do México. Cursou também especialização em literatura. Morou na Espanha, onde conviveu com diversos intelectuais. Viveu também em Paris, no Japão e na Índia. Em 1945, ingressou no serviço diplomático mexicano. Quando morava em Paris, testemunhou e viveu o movimento surrealista, sofrendo grande influência de André Breton, de quem foi amigo. Em sua criação, experimentou a escrita automática, tendo praticado posteriormente uma poesia ainda vanguardista, porém mais concisa e objetiva, voltada a um uso mais preciso da função poética da linguagem. Publicou mais de vinte livros de poesia e incontáveis ensaios de literatura, arte, cultura e política, desde Luna Silvestre, seu primeiro livro, de 1933.

