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    Seré amado cuando falte -

    Javier Marías

    Alfaguara
    1999
    345 páginas
    11h 30m
    ISBN-9: 842041880
    Espanhol
    3.5
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    "Este libro es la prolongación literal de otro que publiqué en 1997, Mano de sombra. Si aquel volumen recogía ciento cuatro artículos, correspondientes a dos años de tarea, el presente reúne veinticuatro meses más de opiniones sin cuento… Me despedí entonces diciendo que al releer todas las piezas seguidas había tenido la impresión de haber opinado demasiado. Así que imagínese ahora, tras otras ciento cuatro. No sé como nadie consiente, tras tanto tiempo, que le siga reventando los domingos". Así dice Javier Marías en el preámbulo a Seré amado cuando falte. Pero quizá haya que concederle más crédito en otro sitio: "No me gusta el proselitismo y aún menos el espíritu evangélico, veo ambas cosas como una forma de violentar las creencias y las voluntades. Es arriesgado que diga esto quien escribe una columna dominical desde hace años, pero, si no me equivoco en exceso, y aunque mis argumentaciones sean a veces vehementes, creo que no pretenden tanto convencer a los lectores para que se adhieran a ellas o adopten ciertos comportamientos como que las tengan en cuenta y se paren a pensar un rato con la perspectiva de otro a quien no suele bastar lo que la mayoría piensa o, como lo he expresado otras veces lo que ya piensa la época por nosotros.

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    Aguinaldo Medici Severino09/10/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    seré amado cuando falte

    Javier Marías sabe contar e inventar histórias (como poucos, não me canso de recomendá-lo), mas também sabe observar o mundo real e interpretá-lo. Bem sabemos que a literatura pode salvar - e também condenar - um sujeito. Marías é um legítimo "antena da raça", como dizia Erza Pound dos poetas geniais, que antecipam uma forma, uma voz, um ritmo, um conceito. Suas crônicas têm algo da conversação erudita, mas sem pedantismos, e também da conversação informal, mas sem bravatas, já que ele argumenta justamente para levar o leitor a pensar e não para marcar pontos mentais, não para vencer algum debate de mesa de bar. "Seré amado cuando falte" reúne 104 crônicas publicadas em jornal no período que vai de dezembro de 1996 a novembro de 1998. São crônicas antigas, mas a grande maioria delas não perderam o vigor, pois ele fala de temas que são perenes, mesmo transportando-os para o Brasil que inicia a segunda década do século XXI. De certa forma a Espanha do final dos anos 1990, descrita e comentada por Marías, tem algo com este Brasil ufano dos últimos anos, onde qualquer paspalho, orgulhoso de nunca ler jornais ou abrir um livro sério, arrota que o Brasil é uma potência, que a Europa e os Estados Unidos vão se curvar ao jeito brasileiro de ser. Quem acompanha as cousas da Espanha sabe dos problemas econômicos e sociais que tem passado após uns bons anos de felicidade geral. Como é fácil ser tolo. Bueno, Javier Marías sabe ser ranzinza, mas pontua, com muita ironia e precisão, os temas que lhe cabem: a literatura e a arte, a política e as relações entre as pessoas. Sempre me surpreendo com sua coragem e honestidade intelectual. Como magistral ficcionista que é seu texto transborda invenção, descobertas linguísticas, histórias que enriquecem e deleitam o leitor. São poucos os articulistas e escritores brasileiros de nosso tempo que mantêm tal equilíbrio e qualidade entre sua produção ficcional (seus romances principalmente) e sua produção factual (suas crônicas). Que sujeito! E ainda me cabe o registro de que graças aos serviços eficientíssimos do Abebooks haverá muitos Marías por aqui no ano que vem. Vale. [início 16/11/2010 - fim 13/12/2010] "Seré amado cuando falte", Javier Marías, editora Alfaguara, 1a. edição (1999), capa-dura 14x22,5 cm, 345 págs. ISBN: 84-204-4188-0

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    Javier Marías Franco

    Escritor, tradutor e editor espanhol. Nasceu em Madrid em 20 de setembro de 1951 e faleceu em 11 de setembro de 2022 devido a uma pneumonia bilateral em decorrência da covid-19. Considerado o principal escritor espanhol da segunda metade do século XX e início do século XXI, ocupava a cadeira R da Real Academia Española (RAE) desde 2008. Formado em Filosofia e Letras, com especialização em Filologia Inglesa, pela Universidade Complutense de Madrid, foi professor de Literatura Espanhola e Teoria da Tradução na Universidade de Oxford (1983-1985), no Wellesley College de Massachusetts (1984) e na Universidade Complutense de Madrid (1986-1990). É autor de contos, ensaios, crônicas e 16 romances, entre eles "Coração tão branco" (1992), "Amanhã, na batalha, pensa em mim" (1994), "Seu rosto amanhã" (2002-2007), "Os enamoramentos" (2011), "Assim começa o mal" (2014), "Berta Isla" (2017) e "Tomás Nevinson" (2021). Era Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras da França.

    88 Livros
    59 Seguidores

    Javier Marías Franco