O Castelo dos Cárpatos -

    Júlio Verne

    Matos Peixoto
    1969
    250 páginas
    8h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

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    Sebo Por Todo Canto Livros22/03/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    É como ver um ótimo filme de aventura, sem efeitos especiais

    O Castelo dos Cárpatos, de Júlio Verne Clube do Livro, 1979, São Paulo Um suspense ambientado na região sinônimo de mistério, Transilvânia, nas altas montanhas romenas, os Cárpatos. Ler Júlio Verne hoje é visitar o final do século XIX e deparar-se com os avanços científicos da época: a eletricidade, o telefone, as viagens pelo fundo do mar a bordo de um submarino, apenas para citar algumas. É como ver um filme de suspense e aventura sem feitos especiais, em que o clima de emoções chega ao ápice em ambientes de medos primordiais – completamente escuros, em que refletem-se seres espectrais ou ouvem-se vozes do além. Júlio Verne, em seus livros, apresenta o conhecimento científico possível para a época, mesclando em seu enredo as lendas e mitos, símbolos do passado popular. “O Castelo dos Cárpatos” personifica a concepção dos livros de Júlio Verne. A história, passada na Transilvânia, terra repleta de superstições, encontra personagens que personificam a modernidade e, outros, homens amendrontados pelas crendices. Este livro une a fábula, o passado e o futuro, em uma ficção que se pode chamar de científica e possível. Trecho predileto p. 13/14 “Não é fantástica esta história, é apenas romanesca. Deve-se daí concluir que não é verdadeira, dada sua inversossimilhança? Seria um erro. Somos de um tempo em que tudo acontece, -- tem-se quase o direito de dizer em que tudo tem acontecido. Se a nossa narrativa não é verossímel hoje, pode sê-lo amanhã, graças aos recursos científicos que são o quinhão do futuro, e ninguém pensaria em pô-la na categoria das lendas. Além disso, já não se criam lendas no declinar deste prático e positivo século dezenove, nem na Bretanha, a região dos ferozes Korrigans, nem na Escócia, a terra dos brownies e dos gnomos, nem na Noruega a pátria dos ases, dos elfos dos silfos e das valquírias, nem mesmo na Transilvânia, onde o quadro dos Cárpatos se presta tão naturalmente a todas as evocações psicagógicas. Convém contudo notar que o país transilvano está ainda muito aferrado às superstições das primeiras idades. Essas províncias da extrema Europa, descreveu-as Gerando, visitou-as Eliseu Reclus. Nenhum deles disse nada da curiosa história em que se baseia este romance. Tiveram conhecimento dela? Talvez, mas não terão querido dar-lhe fé. É pena, porque a teriam contado, um com a precisão de um analista, o outro com essa poesia instintiva que está impressa nas suas relações de viagem.” Para ouvir o trecho predileto, acesse http://portodocantolivros.blogspot.com.br/2011/04/julio-verne-de-o-castelo-dos-carpatos.html

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