Sociedades Artificiais - A Nova Fronteira da Inteligência nas Máquinas

    Dante Barone

    Bookman
    2003
    332 páginas
    11h 4m
    ISBN-10: 8536301244
    Português Brasileiro

    A Inteligência Artificial faz, cada vez mais, parte do nosso dia-a-dia. Suas aplicações vão desde o simples uso de software em um computador até a robótica. Não é difícil encontrar material que aborde, de maneira individual, temas como Redes Neurais Artificiais, Algoritmos Genéticos, Lógica Nebulosa e Sistemas Especialistas. O desafio dos professores e alunos do grupo de Pesquisa em Inteligência Artificial da UFRGS foi reunir, neste livro, os conteúdos que fundamentam o estudo das Sociedades Artificiais, estabelecendo uma relação entre as suas diversas disciplinas, o que é fator determinante no processo de evolução científica. A abordagem adotada nesta obra torna-a interessante para alunos de graduação e pós-graduação, tanto na área de informática como em outras áreas da ciência. Este é um estudo que desbrava as novas fronteiras da inteligência nas máquinas.

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    Adérica Campos17/05/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Sociedades Artificiais

    Comprei esse livro quando a única livraria da cidade estava fechando em 2005 ou 2006, não me lembro exatamente. A internet na região ainda era discada, o que significava que ficaria sem acesso à informação por um bom tempo, por isso naquela ocasião só pensava que as máquinas não me salvariam desta vez, embora fossem tantas as promessas do que poderiam fazer pelos homens. O livro trata de assuntos complexos como vida artificial, algoritmos genéticos, inteligência artificial, robótica evolutiva, com clareza e simplicidade, sem deixar de abordar todos os aspectos de discussões filosóficas e técnicas acirradas. Muitas tecnologias que hoje utilizamos em nossas vidas diárias já estavam sendo concebidas em universidades e centros de pesquisa e o livro retrata exatamente esse momento histórico em que a ciência da computação estava experimentando um ponto de virada, de desenvolvimento exponencial. As sociedades artificiais a que o livro se refere não são aquelas nas quais as máquinas assumiriam cada vez mais protagonismo, sociedades avançadas tecnologicamente, onde homens e máquinas interagiriam no tecido social. Não é esse o ponto de vista que os autores exploram no texto e sim um outro estritamente técnico, mas não menos surpreendente. Sociedades Artificiais (SoArt) é o estudo das interações entre múltiplos sistemas multiagentes e sua capacidade de gerar inteligência artificialmente com base na interação e organização de sistemas sinergéticos auto-reguladores. Todas as discussões técnicas sobre como agentes podem resolver um problema de forma cooperativa quando nenhum deles conseguiria fazê-lo individualmente tem por finalidade descobrir como alcançar sinergia para obter um ganho organizacional e, assim, produzir inteligência. Os avanços nessa área da computação têm sido aplicados na construção de ambientes virtuais de aprendizagem e modelagem de personagens de videogames, por exemplo. Particularmente não me interessei tanto pelas discussões técnicas, embora tenha pinçado muitas informações interessantes no texto. Hoje já há um arcabouço teórico na sociologia e antropologia que fundamenta a visão das máquinas como atores em redes sociotécnicas, como sustenta Bruno Latour, ou expande a noção de vida para transformar todos os objetos em coisas vivas emaranhadas no ambiente, como sugere Tim Ingold. Essas construções fazem mais sentido para mim. Mas guardo com carinho esse livro na minha estante já que continuo me perguntando como será o futuro com máquinas cada vez mais inteligentes – e livrarias cada vez mais raras.

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