Tava afim de ler um livro de história e peguei esse aqui, mas não gostei do tamanho.
Entendo que fala sobre a vida inteira do Rei Henry VIII, mas como toda biografia, fica entediante em algum momento. A luta dele pra ter um filho, o medo de perder o trono por não ter sucessor, as 6 esposas que ele teve sempre com o mesmo pretexto me deixou agoniada — mudasse logo o sistema pro primogênito homem ou mulher ser o sucessor e tudo se resolveria… mas a misoginia não permitia, inclusive, quero saber agora quem foi a pessoa que mudou esse sistema de sucessão.
Esse livro me despertou para o fato de que um dia a monarquia serviu para alguma coisa. Henry, da dinastia Tudor, utilizava da teatralidade da monarquia pra regular a sua sociedade — ditou moda, controlava rituais, promoveu conhecimento e cultura, regulava até proximidade física, o que protegeu ele e sua corte de perecerem pela peste bubônica. À época, todo mundo que era alguém queria impressionar o rei e, com isso, vieram os avanços na medicina, na culinária, na língua, na arte, na produção de conhecimento… Hoje, não posso dizer que vejo serventia em regimes monárquicos, é uma piada que ainda existam, nem que seja só pra turismo.
Pelos relatos, Henry era um bom rei, apesar de paranóico e até cruel. Educado, entendia de música, era atlético, fluente em várias línguas, intelectual e carismático. O que me faz questionar até que ponto todos os elogios feitos a ele eram realmente verdade, quanto mais o livro falava todas as habilidades e esportes em que ele era bom, mais eu duvidava, afinal, os participantes das cortes tinham que bajular seus soberanos.
O livro fica longo demais porque se tornou uma fonte de conhecimento sobre os Tudors, que espionavam e tentavam manipular alianças pra se beneficiarem, se expandindo para outros personagens importantes na corte incluindo as esposas, como a Anne Boleyn, que era uma ameaça ideológica ao reinado de Henry.
Tentando manter uma estabilidade dinástica, ele acaba rompendo religiosamente com Roma, executando aliados, destruindo os seus casamentos e os dos outros. O filho Edward VI assume o trono com sua morte e reina por pouco tempo, e quem depois, fortifica o nome dos Tudor, é a filha Elizabeth I.
Como fiquei de saco cheio de tantos nomes e manobras e diferentes casamentos, achei a leitura razoável. Se tivesse um documentário baseado nesse livro, com certeza seria melhor.