Num país com um litoral tão grande como o nosso, não existem muitos autores que tenham trazido para a literatura o mar e sua gente. Esta é a qualidade que me chamou a atenção em Flávio Girão. Recriar um mundo esquecido de uma gente mais, esquecida ainda, os caiçaras. Cheiro de mar, areia, maresia. Costumes, crenças, problemas sociais, o amor, uma igreja conservadora esquecida de sua missão, o desafio ao desconhecido, a coragem. Uma linguagem simples e um tema que nos segura: a fórmula do autor funciona. Parece que não quer nada, senão contar. Mas veja que engraçado, de repente estamos pensando nestas histórias, vendo que tem alguma coisa mais;