Esse livro me foi indicado no Facebook e o que me fez lê-lo no mesmo instante foi o comentário de que aqui a mocinha não perdoava tão fácil e que o mocinho penava para reconquistá-la. É raro ver um livro assim, principalmente os de banca, onde as mocinhas sempre perdoam rápido e fácil demais. E o comentário foi preciso, pois Salvatore realmente suou pra ter a mocinha de volta. Ao mesmo tempo em que ele era aquele siciliano mandão, possessivo e autossuficiente, também ficava extremamente vulnerável e abatido com a constante rejeição de Elisa. E isso foi bom, porque Salvatore já era arrogante demais, mesmo quando estava em desvantagem. Imagina se a mocinha desse mole e facilitasse as coisas para ele? Falando na Elisa, ela sofreu demais, e sem ter culpa de nada. Me deu muita pena dela, por se sentir que não pertencia a lugar nenhum. E, justamente quando acreditou ter encontrado o seu lugar, veio a decepção, seguida da tragédia que a acometeu. Não a culpo por não querer voltar a ver as fuças do mocinho nunca mais. E, mesmo sendo visível o quanto ele estava sofrendo, achei muito justo que o homem sentisse na pele um pouco da dor que causara a mulher que só lhe dera amor.
Uma coisa que me incomodou demais foi o fato de Salvatore continuar duvidando de Elisa, mesmo depois de tudo o que acontecera, e ainda insistindo em ficar com ela mesmo assim. Não sei se fiquei 100% convencida de que ele realmente passou a acreditar nela no final. Merecia uma surra. E, quando as coisas começaram a se ajeitar, veio à tona mais um ato impensado dele do passado, que novamente causou dor a Elisa. Eu só conseguia pensar: <i>"cara, quantas vezes você é capaz de pisar na bola?!"</i>. Tudo bem que o passado dele não ajudava e, somado aos mal-entendidos e à falta de comunicação, era a receita para o caos. Mesmo assim, gostei de vê-lo sofrer para reconquistar a mocinha, pois nem mesmo quando ela finalmente estava em seus braços ele tinha certeza se a tinha reconquistado de verdade, se ela aceitaria ficar para sempre ao seu lado, se algum dia deixaria de odiá-lo. Se Salvatore pudesse ler a mente dela, saberia que, apesar de tudo, Elisa nunca conseguira deixar de amá-lo, mas adorei o fato dela não demostrar isso e se manter firme. Afinal, não tinha o menor cabimento ceder logo de cara a um ex que a magoara profundamente, só porque ele voltara a sua vida declarando que ainda eram um casal, né, amores?! Quem esse arrogante pensava que era? Elisa mostrou a ele que não era bem assim não, e que ela estava longe de ter esquecido o que tinha acontecido. Ah, eu adorei isso, de verdade!
<i>Amarras Da Ilusão</i> foi um livro que não consegui largar enquanto não cheguei ao final, lendo numa tacada só. Afinal, não é todo dia que vemos uma história onde o mocinho tem que correr atrás do prejuízo e que, ao final da corrida, ainda não tenha certeza de que seus esforços foram o suficiente para reparar as coisas. Claro que eu recomendo demais!
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